sexta-feira, 19 de novembro de 2010

América Latina: Confianza económica cae ligeramente



Agencias

La confianza económica de Latinoamérica se redujo ligeramente en octubre debido a un empeoramiento de las expectativas, aunque la tendencia se mantuvo positiva, según un estudio de la Fundación Getulio Vargas (FGV) y el Instituto alemán IFO divulgado ayer. El índice cayó a 5,8% en octubre, desde 6% en julio.

El componente de situación actual permaneció estable en 5,8% en octubre, mientras que el de expectativas retrocedió a 5,8% desde 6,2%. "Con el índice de situación actual y el índice de expectativas superiores a sus respectivos niveles promedio de los últimos 10 años, el reloj del ciclo económico sigue señalando que la región se encuentra en fase de 'boom'", dijo la FGV en un comunicado. "La tercera caída consecutiva del indicador de expectativas, en tanto, confirma el diagnóstico (...) de un 'boom' cauteloso", agregó.

El índice de confianza de Brasil retrocedió a 6,8% en octubre, frente a 7,3% en julio. El componente de situación actual en Brasil bajó a 7,9% desde 8,4%, mientras que el de expectativas cayó a 5,7% desde 6,1%. Brasil cayó del segundo al tercer lugar. Perú continuó liderando el ranking de los países de la región, que considera el promedio del índice de confianza de los cuatro últimos trimestres.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

A ordem econômica do pós-guerra está colapsando



Boaventura de Sousa Santos
Carta Maior

A recente reunião do G-20 em Seul foi um fracasso total. Chegou a ser constrangedora a perda de credibilidade dos EUA, como suposta economia mais poderosa do mundo, e o modo como tentaram acusar a China de comportamentos monetários afinal tão protecionistas quanto os dos EUA. A reunião mostrou que a “ordem” econômico-financeira, criada no final da Segunda Guerra Mundial e já fortemente abalada depois da década de 1970, está a colapsar, sendo de prever a emergência de conflitos comerciais e monetários graves. Mas curiosamente estas divergências não têm eco na opinião pública mundial e, pelo contrário, um pouco por toda a parte os cidadãos vão sendo bombardeados pelas mesmas ideias de crise, de tempo de austeridade, de sacrificos repartidos. Há que analisar o que se esconde por detrás deste unanimismo.

Quem tomar por realidade o que lhe é servido como tal pelos discursos das agências financeiras internacionais e da grande maioria dos Governos nacionais nas diferentes regiões do mundo tenderá a ter sobre a crise econômica e financeira e sobre o modo como ela se repercute na sua vida as seguintes ideias: todos somos culpados da crise porque todos, cidadãos, empresas e Estado, vivemos acima das nossas posses e endividamo-nos em excesso; as dívidas têm de ser pagas e o Estado deve dar o exemplo; como subir os impostos agravaria a crise, a única solução será cortar as despesas do Estado reduzindo os serviços públicos, despedindo funcionários, reduzindo os seus salários e eliminando prestações sociais; estamos num periodo de austeridade que chega a todos e para a enfrentar temos que aguentar o sabor amargo de uma festa em que nos arruinamos e agora acabou; as diferenças ideológicas já não contam, o que conta é o imperativo de salvação nacional, e os políticos e as políticas têm de se juntar num largo consenso, bem no centro do espectro político.

Esta “realidade” é tão evidente que constitui um novo senso comum. E, no entanto, ela só é real na medida em que encobre bem outra realidade de que o cidadão comum tem, quando muito, uma ideia difusa e que reprime para não ser chamado ignorante, pouco patriótico ou mesmo louco. Essa outra realidade diz-nos o seguinte. A crise foi provocada por um sistema financeiro empolado, desregulado, chocantemente lucrativo e tão poderoso que, no momento em que explodiu e provocou um imenso buraco financeiro na economia mundial, conseguiu convencer os Estados (e, portanto, os cidadãos) a salvá-lo da bancarrota e a encher-lhe os cofres sem lhes pedir contas. Com isto, os Estados, já endividados, endividaram-se mais, tiveram de recorrer ao sistema financeiro que tinham acabado de resgatar e este, porque as regras de jogo não foram entretanto alteradas, decidiu que só emprestaria dinheiro nas condições que lhe garantissem lucros fabulosos até à próxima explosão. A preocupação com as dívidas é importante mas, se todos devem (famílias, empresas e Estado) e ninguém pode gastar, quem vai produzir, criar emprego e devolver a esperança às famílias?

Neste cenário, o futuro inevitável é a recessão, o aumento do desemprego e a miséria de quase todos. A história dos anos de 1930 diz-nos que a única solução é o Estado investir, criar emprego, tributar os super-ricos, regular o sistema financeiro. E quem fala de Estado, fala de conjuntos de Estados, como a União Europeia e o Mercosul. Só assim a austeridade será para todos e não apenas para as classes trabalhadoras e médias que mais dependem dos serviços do Estado.

Porque é que esta solução não parece hoje possível? Por uma decisão política dos que controlam o sistema financeiro e, indiretamente, os Estados. Consiste em enfraquecer ainda mais o Estado, liquidar o Estado de bem-estar onde ele ainda existe, debilitar o movimento operário ao ponto de os trabalhadores terem de aceitar trabalho nas condições e com a remuneração unilateralmente impostas pelos patrões. Como o Estado tende a ser um empregador menos autônomo e como as prestações sociais (saúde, educação, pensões, previdencia social) são feitas através de serviços públicos, o ataque deve ser centrado na função pública e nos que mais dependem dos serviços públicos. Para os que neste momento controlam o sistema financeiro é prioritário que os trabalhadores deixem de exigir uma parcela decente do rendimento nacional, e para isso é necessário eliminar todos os direitos que conquistaram depois da Segunda Guerra Mundial. O objetivo é voltar à política de classe pura e dura, ou seja, ao século XIX.

A política de classe conduz inevitávelmente à confrontação social e à violência. Como mostram bem a recentes eleições nos EUA, a crise econômica, em vez de impelir as divergências ideológicas a dissolverem-se no centro político, agrava-as e empurra-as para os extremos. Os políticos centristas (em que se incluem os políticos que se inspiraram na social democracia europeia) seriam prudentes se pensassem que na vigência do modelo que agora domina não há lugar para eles. Ao abraçarem o modelo estão a cometer suicídio. Temos de nos preparar para uma profunda reconstituição das forças políticas, para a reinvenção da mobilização social da resistência e da proposição de alternativas e, em última instância, para a reforma política e para a refundação democrática do Estado.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Migraciones y crisis mundial



Luiz Bassegio & Luciane Udovic

ALAI

La actual crisis que vivimos es una crisis profunda. Es una crisis del capitalismo y está basada en el modelo de sociedad que éste engendró. El capitalismo hizo que la gente piense que unos debían competir con los otros para generar el progreso, cada persona buscando solamente sus intereses, su lucro, su poder. Esta manera de vivir transformó todo en mercancía para comprar y vender, incluyendo el trabajo, las ideas, los conocimientos, las tecnologías. Incluso las personas son transformadas en mercancías, o sea, sirven en cuanto producen, después son descartables.

Para servir a los intereses del capitalismo, miles de personas son trasladados de un sitio al otro, de un país a otro; los inmigrantes son bienvenidos hasta el momento que son útiles a los intereses de los capitalistas. Más de 200 millones de personas viven fuera de sus países de origen, según las cifras de la Organización Internacional de las Migraciones (OIM). En 1960, las mujeres representaban 46,6 % del total de inmigrantes internacionales. Hoy, las mujeres constituyen el 50,5% de los inmigrantes precedentes de América Latina y Caribe. Más de 30 millones de personas han migrado dentro y fuera de América Latina y el Caribe en las últimas dos décadas, lo que constituye cerca del 5% del total de la población de esta parte del continente. En algunos países como Bolivia, El Salvador, Haití y Nicaragua los y las emigrantes superan el 20% del total de la población, mientras que en otros países como Ecuador, Guatemala, Honduras, Perú y Uruguay representan más del 10% del total de sus habitantes. Alrededor de 5 millones de personas han sido desplazadas dentro de sus propios países o solicitaron refugio en otros países por razones de violencia política o conflictos armados.

Fenómeno complejo y contradictorio, las migraciones son un hecho político porque denuncian el modelo de desarrollo que no prioriza las personas sino al capital, principalmente el financiero; cuando denuncia la concentración de la riqueza, de la tierra y del poder y denuncia las restricciones que se ponen a las personas para migrar (muros, policía, persecuciones, leyes restrictivas). Los migrantes se constituyen en la interpelación más fuerte y más evidente del actual proceso de globalización. Tal proceso tiene dos marcas que los migrantes cuestionan fuertemente: es concentrador y excluyente.

Las causas tienen que ver con el empobrecimiento, la desigualdad social y las formas de exclusión propias de un modelo económico fallido; todo eso explica la razón por la cual migrar no es una opción, sino una necesidad que se asume de manera forzada; las políticas económicas, sociales y culturales, base de la actual globalización, impiden un desarrollo humano y sostenible desde los propios intereses y necesidades de todas las sociedades. La acción de las empresas multinacionales, la deuda externa, la pérdida de soberanía alimentaria, el comercio injusto, la expoliación de los recursos naturales y los conflictos armados son causas de que las personas se vean forzadas a desplazarse y emigrar, tanto hacia el Norte como entre países del Sur. Hay diversas formas de persecución, que están obligando a millones de personas a tener que salir de sus sociedades de origen como la persecución por razones de género, orientación sexual, raza, religión y la vulneración de derechos.

La migración es un proceso que tiene lugar, en este momento, en el marco de la globalización y no puede ser analizado fuera de ésta. No se debe, por tanto, abordar como un tema exclusivamente de fronteras o de “puertas adentro”, sino que es un proceso económico, político, cultural y social relacionado directamente con los efectos que el modelo capitalista neoliberal impuesto genera mundialmente.Hay que denunciar todas las tentativas de imputar a los inmigrantes la culpa de la crisis actual. Los migrantes no son un problema, problema son las causas que provocan las migraciones y no será con más de lo mismo que la crisis será superada, no va a ser con menos derechos, sino con más derechos que la superaremos. Hay que pensar un nuevo paradigma de desarrollo que respete la madre tierra y los derechos de las personas migrantes.

México, una revolución centenaria



Eduardo Sguiglia

Revista Debate

Fue la primera revolución triunfante del siglo XX y trajo consigo importantes reformas sociales. Su carácter irresuelto, el destino trágico de sus líderes y la herencia del PRI

Fue en una tarde de México, mientras discutía con mis amigos, hacia fines de los años setenta. Don Luis Ramos levantó la copa de tequila, tomó un sorbo y luego extendió el brazo hacia arriba para señalar un punto difuso. El bar La Derrota, en una esquina de la colonia Tránsito, estaba casi vacío a esas horas. Sentados en una mesa del fondo, si mal no recuerdo, había dos o tres hombres tomando y recitando poemas. Don Luis contempló aquel punto en silencio. Unos segundos después tosió y dijo: “Vivíamos como pinches ratas, de a diez, de a veinte familias amuchadas en cada galpón, sin luz ni agua, era puro trabajo en la hacienda, de sol a sol, hasta que un día allá lejos,en lo alto de un cerro, vimos relampaguear sus espuelas sobre las verijas de una yegua brava,¡ja!, ¿te recuerdas quién era ese jinete, Chucho? Dime, si es que no se te ha olvidado….” Chucho Nievas, octogenario como Don Luis, sonrió acariciando su copa vacía. Los ojos marchitos le bailaban tras los párpados. “¡Pancho Villa, ¿quién otro podía ser?!”, respondió. “¿Tú sabes, Chucho, que me parece verlo ahoritita mismo, cabrón?” “También yo”, dijo Chucho, me codeó y preguntó al aire: “¿Pedimos otra ronda?” “Ándele pues”, repuso Don Luis.

Francisco “Pancho” Villa, jefe de la División del Norte, y Emiliano Zapata, jefe del Ejército Libertador del Sur, fueron dos caudillos memorables que granjearon su fama durante la Revolución Mexicana, la primera de índole social que produjo el siglo pasado. Nadie sabe cuántas personas murieron a lo largo del conflicto. ¿Un millón? ¿Un millón y medio? Quizás nunca se sepa. Tampoco es posible afirmar cuándo acabó. Hasta hoy se discute. Pero no caben dudas de que comenzó el 20 de noviembre de 1910, día en que todos los mexicanos, según el Plan San Luis que había elaborado Francisco Madero, debían tomar las armas para derrocar al dictador Porfirio Díaz, que gobernaba el país desde 1876.

México, por entonces, presentaba unos pocos enclaves de prosperidad rodeados por miles de campesinos que se debatían en la pobreza. El uno por ciento de las familias poseía el noventa por ciento de las tierras cultivables. A un lado, los ferrocarriles, la inversión extranjera, las primeras industrias. Al otro, catorce horas de trabajo a cambio de vales para comprar algunos productos y alimentos en las tiendas de raya. El general Porfirio Díaz, que había llegado al poder oponiéndose a la reelección indefinida, manejaba a su antojo un sistema político elitista y represivo que le permitió acceder a la presidencia por cinco mandatos consecutivos. El Plan San Luis, urdido tras la última victoria de Díaz, contemplaba demandas de obreros y campesinos pero, sobre todas las cosas, planteaba una reforma política cuya consigna se mantiene vigente cien años después: sufragio efectivo, no reelección. La estrategia se enunciaba en el manifiesto original: “Conciudadanos. No vaciléis pues un momento: tomad las armas, arrojad del poder a los usurpadores y recobrad vuestros derechos de hombres libres”, decía.

Villa y Zapata

La rebelión, luego de ciertos fracasos, tuvo eco en los estados del Norte. En especial en Chihuahua, donde se destacaron Pancho Villa y Pascual Orozco, en Durango y en Coahuila. En el sur se expandió sólo en Morelos, el terruño de Emiliano Zapata. El porfiriato desplegó el ejército y suspendió las garantías individuales. Al mismo tiempo, intentó negociar. Pero ya era tarde. La insurgencia fue creciendo en zonas rurales y urbanas, y a fines de mayo de 1911 las tropas revolucionarias derrotaron a las federales en Ciudad Juárez, nombraron presidente provisional a Francisco Madero y forzaron al gobierno a firmar un acuerdo que garantizaba la renuncia de Díaz. Poco después, se organizó un nuevo proceso electoral, con nuevos partidos, que culminó en octubre de ese mismo año con el triunfo de la fórmula Madero-Pino Suárez.

Madero, un empresario de 38 años, oriundo de Coahuila, procuró desde un principio aquietar las aguas. Pero los principales jefes revolucionarios condicionaron la disolución de sus fuerzas a la sanción de leyes agrarias y a la remoción de todos los funcionarios que habían pertenecido al porfiriato. Madero, que percibía la desconfianza de los terratenientes y de Estados Unidos, rechazó esas pretensiones y, como era previsible, comenzó a perder sus propias bases de apoyo. Meses más tarde, luego de algunas revueltas y con la abierta participación del embajador norteamericano, es derrocado por un cruento golpe de Estado que encabezó Victoriano Huerta. Francisco Madero y su vicepresidente, el abogado y periodista Pino Suárez, son detenidos y asesinados en el Distrito Federal.

La administración del general Huerta, sustentada por el clero y los dueños de la tierra, suprimió las libertades públicas y disolvió el Parlamento. Los mayores focos de resistencia se desarrollaron, nuevamente, en el norte del país. Venustiano Carranza, en Coahuila, y Álvaro Obregón y Plutarco Elías Calles, en Sonora, desconocen a los golpistas y exigen restablecer el orden constitucional. Sus tropas, como las de Villa y de Zapata, combaten sin tregua a los federales. En julio de 1914, luego de la victoria revolucionaria en la ciudad de Zacatecas, Huerta renuncia y busca refugio en el extranjero. Pero los tres líderes emergentes, Carranza, Villa y Zapata, no coinciden sobre el rumbo que debía seguir el país. Más aún: los tres, al frente de sus milicianos, ocupan sucesivamente el Distrito Federal para regresar a sus territorios días después.

Venustiano Carranza convoca a las distintas fracciones revolucionarias a debatir un programa y una forma de gobierno. La convención se formaliza en la ciudad de Aguascalientes en octubre de 1914. Pero el disenso se mantiene. Unos, llamados constitucionalistas, reconocen el liderazgo de Carranza. Otros, como el general Felipe Ángeles, apoyan a Villa y a Zapata. Los partidarios de este último bregan por llevar a cabo el Plan de Ayala que consistía en restituir a los campesinos todas las tierras que les habían sido arrebatadas, en forma progresiva, por las clases dominantes. Carranza forma gobierno en la ciudad de Veracruz. Desde allí reorganiza su ejército y dicta leyes de carácter nacional. Los villistas y zapatistas, sin una clara perspectiva de poder, logran imponer un presidente interino por unas cuantas semanas. Estados Unidos, que había ocupado momentáneamente los puertos de Veracruz y de Tampico a principios de 1914, mantiene, bajo la presidencia de Woodrow Wilson, una actitud expectante.

La herencia

El nuevo ciclo, pleno de batallas, cambios de bando y pactos transitorios, se extiende hasta enero de 1917 cuando Carranza, victorioso, reúne a sus partidarios en un congreso constituyente en la ciudad de Querétaro. La nueva Constitución, que rige hasta el presente, es sancionada el 5 de febrero. El texto establece una serie de reformas sociales, como la abolición de la esclavitud, el acceso gratuito a la educación, la libertad de expresión y de culto, la jornada de trabajo de ocho horas, el derecho a la huelga y a la organización de los trabajadores en sindicatos y la regulación de la propiedad agraria. Asimismo, prohíbe la reelección presidencial y la participación de los religiosos en asuntos políticos, y fortalece la presencia estatal en la economía declarando, en otros principios, que el suelo y el subsuelo pertenecen a la Nación.

Venustiano Carranza es elegido presidente, por un período de tres años, en marzo de 1917. Su táctica para consolidarse en el poder y pacificar el país incluye la eliminación y la cooptación de los jefes insurgentes. La revolución comienza a devorar a sus padres. Emiliano Zapata es masacrado, en abril de 1919, en una celada que le tiende el gobierno. Al año siguiente, los líderes de Sonora, Obregón y Elías Calles, disconformes por el sucesor que digita Carranza se rebelan contra el gobierno central. El propio Carranza es asesinado camino a Veracruz en mayo de 1920. El general Álvaro Obregón asume la presidencia en diciembre. Pancho Villa, ya retirado, cae en una emboscada en la ciudad de Parral, Chihuahua, a fines de julio de 1923. El pedagogo Plutarco Elías Calles reemplaza a Álvaro Obregón como presidente en 1924. Su gobierno, que enfrenta una rebelión de católicos y sacerdotes, se caracteriza por impulsar la educación, la banca pública y las obras de infraestructura. Calles también se propone legalizar la revolución fundando el Partido Nacional Revolucionario (PNR), antecedente inmediato del Partido Revolucionario Institucional (PRI), que guiaría los destinos de México durante más de medio siglo. Álvaro Obregón, contrariando la consigna inicial, fuerza su reelección para suceder a Calles pero es ajusticiado, en 1928, mientras festejaba el triunfo.

Algunos historiadores citan el fin de la revolución en ese año: 1928. Otros académicos consideran que concluyó mucho antes, en 1917, con la nueva Constitución y la sanción de los derechos sociales. También están los que incluyen dentro del proceso revolucionario al sexenio, desde 1934 a 1940, cuando gobernó el general Lázaro Cárdenas. Lejanos tiempos aquéllos cuando México no era azotado, como en los días que corren, por las redes del narcotráfico. Lejanas también resultan para mí aquellas tardes en La Derrota cuando apuraba las horas del exilio en compañía de cuates y amigos. ¿Cuándo terminó la revolución para usted, Don Luis? “Bueno, primero lo mataron a Zapata, luego nos fusilaron al bueno de Felipe Ángeles en Hidalgo, también le dieron balas a Villa en Parral, donde yo nací y me críe, y pos, de a poco nos fueron dando cuello hasta que ahí quedó la cosa para nosotros, los pobres”. ¿Así nomás? Don Luis acabó su copa de tequila y con el labio inferior se chupó las gotitas del bigote. “Pues sí, ni modo, así de irresuelta quedó”.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Guerra antinarco y conflictos bilaterales



Editorial
La Jornada

La frontera entre Nicaragua y Costa Rica, zona de diferendos territoriales históricos, ha vuelto a calentarse. En días pasados, con el argumento de combatir a la delincuencia, Managua envió tropas a un punto de la zona en disputa, en el río San Juan. Costa Rica apeló a la Organización de Estados Americanos (OEA) y ésta emitió un exhorto que pide moderación a las dos partes y evitar la presencia de fuerzas de seguridad en la región.

El presidente nicaragüense, Daniel Ortega, rechazó la toma de posición y al criticar el papel desempeñado por el gobierno mexicano en la resolución afirmó que México es un país “infestado de narcotráfico” y que la postura de la OEA beneficiaba a los delincuentes dedicados al trasiego de droga. En respuesta, la cancillería mexicana envió a Managua una nota de protesta por los dichos de Ortega.

Independientemente de las razones o sinrazones de las partes involucradas, el incidente hace necesario reflexionar sobre los riesgos de la aplicación de una política antidrogas predominantememente represiva y militarizada en una región cuyo mapa está marcado por conflictos territoriales bi o trilaterales.

En efecto, los reclamos relacionados con fronteras y demarcaciones son moneda corriente en Latinoamérica, y en no pocas ocasiones han desembocado en guerras de distinta intensidad: desde la que protagonizaron Chile, Perú y Bolivia entre 1879 y 1883, hasta las escaramuzas escenificadas el siglo pasado por Ecuador y Perú (1981 y 1995). A lo anterior han de agregarse las tensiones militares fronterizas generadas por el pasado gobierno colombiano –alineado con las tendencias injerencistas de Washington– con Venezuela y Ecuador.

Si bien el surgimiento en Sudamérica de gobiernos progresistas, soberanos e integracionistas ha permitido bajar el nivel de los diferendos referidos, y encauzarlos por la vía de las negociaciones pacíficas, la internacionalización de los fenómenos delictivos introdujo un factor adicional de peligro de confrontaciones bélicas.

En tal circunstancia, y ante la innegable internacionalización de los fenómenos delictivos, las “guerras contra las drogas”, como las emprendidas por los gobiernos de México y Colombia, conllevan el riesgo de mezclarse con los diferendos señalados, o de ser empleadas como coartada hostil contra otros países, o incluso de crear los escenarios para que la delincuencia organizada fabrique elementos de confrontación binacional. Por otra parte, tales “guerras” propician procesos de acelerado armamentismo que, si bien dirigidos en un principio al combate a la delincuencia organizada, tarde o temprano terminan por incrementar las tensiones bilaterales. En la lógica de la militarización contra la criminalidad internacional se vuelve probable, por ejemplo, que las tropas de un país, empeñadas en la persecución de delincuentes, allanen el territorio soberano de una nación vecina, lo que podría traducirse en colisiones de índole diplomática o incluso peor.

Los hechos comentados constituyen un argumento adicional para demandar un cambio de fondo en el combate al tráfico de estupefacientes, que por su propia naturaleza es un fenómeno continental, y encarar esa tarea a partir de nuevos paradigmas.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Touraine: "Em uma democracia, não pode haver presidente interino"


Márcia Abos
O Globo

Um dos mais respeitados intelectuais franceses, o sociólogo Alain Touraine, de 85 anos, diretor da École des Hautes Études en Sciences Sociales de Paris, apresenta na terça-feira, em São Paulo, o seminário "Queda e renascimento das sociedades ocidentais".

Touraine chegou no domingo à capital paulista e, nesta entrevista, falou sobre o temor de um retrocesso no Brasil, após a eleição de Dilma Rousseff. Apesar de elogiar os governos Fernando Henrique e Lula, frisou que o país tem um passado marcado pelo populismo e alertou para o autoritarismo de "segmentos do PT: "A verdade é que não sabemos o que será o governo da nova presidente". O intelectual também acredita que o tucano José Serra é peça fundamental para a oposição.

Como o senhor vê as transformações da sociedade brasileira nos últimos 16 anos? Como avalia a vitória de Dilma Rousseff?

Uma coisa é clara. O Brasil tem um sistema político horrível, corrupto. Fernando Henrique Cardoso, em seus oito anos de governo, construiu as instituições. Fez uma transição perfeita para entregar a Presidência a seu sucessor, Luiz Inácio Lula da Silva. Lula, por sua vez, realizou transformações sociais, tirando dezenas de milhões de brasileiros da miséria e da exclusão. Graças aos dois, em igual importância, o Brasil tem os elementos básicos para desenvolver um novo tipo de sociedade. Mas não sou necessariamente otimista. Não sabemos o que acontecerá daqui para a frente. A nova presidente (Dilma) foi inventada por Lula.

O Brasil tem um longo passado de populismo e a ameaça persiste devido ao nível de desigualdade social extremamente elevado. Após 16 anos dos governos FHC e Lula, é impossível questionar o potencial do Brasil. Mas o perigo de um retrocesso existe, até porque o passado do PT está longe de ser perfeito. Lula não foi autoritário, mas segmentos do PT o são. A ideia de Dilma esquentar a cadeira por quatro anos para Lula também me desagrada. Em uma democracia, não pode haver presidente interino. A verdade é que não sabemos o que será o governo da nova presidente, porque ela não tem experiência política. Mas eu acredito que o Brasil tem tudo para ser o lugar em que uma nova sociedade surgirá. Não vejo muitos outros países no mundo que tenham chances tão boas quanto o Brasil.

José Serra, candidato derrotado do PSDB, deu a entender que fará com seu partido uma oposição mais dura ao governo Dilma, diferente da postura de seu partido frente a Lula. Como o senhor vê a polarização entre os dois maiores partidos brasileiros?

Neste momento, Dilma é Lula. Ninguém sabe nada sobre ela. Ela pode ter tendências populistas ou fazer um fantástico governo, não sabemos. O fato é que, depois de Lula, era impossível para José Serra vencer. Ele é extremamente competente, honesto e sério. Na oposição, é um ativo valioso para o Brasil frente aos riscos de irresponsabilidade e populismo.

Para o senhor, como a globalização transformou a sociedade pós-moderna?

Globalização significa muito mais que internacionalização. Significa que nenhuma instituição política, social ou religiosa é capaz de controlar um sistema econômico globalizado. Portanto, minha principal ideia é que a globalização significa o fim da sociedade. A diversidade dos atores é mais importante do que o sistema.

O que restou é o mercado puro. Vivemos agora em uma não sociedade, na qual as pessoas estão interessadas em coisas sem significado. Eliminar significados tem sido a aventura da Europa nos últimos 20 anos. Por exemplo, o desenvolvimento industrial sendo eliminado para dar lugar ao mercado financeiro: dinheiro pelo dinheiro.

Na vida privada, teorias românticas do século XIX deram lugar ao erotismo, à pornografia, ao sexo sem comunicação, emoção ou intenção. Interesse e desejo são a mesma coisa. Minha pergunta é se é possível reconstruir uma vida social a partir de nenhum elemento social, pois eles despareceram ao longo do caminho.

E é possível? Há esperança para a vida em sociedade?

O único movimento político realmente forte hoje é a ecologia. Pela primeira vez na História abandonamos a velha filosofia de Descartes ou Bacon de que a cultura domina a natureza. Pela primeira vez estamos preocupados em salvar a natureza sem destruir a civilização e vice-versa. Outra força antropológica pela qual tenho grande interesse é o movimento feminista. Mulheres em geral têm uma visão de sociedade que é o contrário do modelo masculino de tensão extrema, polarização. Mulheres buscam a conciliação em vez da oposição.

No entanto, o feminismo ainda não existe como força política. O sexismo domina. Já avançamos, mas as mulheres continuam tratadas como vítimas. Ninguém as menciona como alguém que faz coisas. São mais criativas que os homens, mas, por enquanto, aparecem como vítimas, principalmente da violência doméstica. A terceira força do que seria esta nova sociedade está no indivíduo, no direito a ter direitos, como dizia Hannah Arendt.

Ninguém sabe o que democracia significa hoje, cada um tem sua definição. Para mim, democracia é ampliar o acesso de todos a serviços e bens básicos, como educação e saúde, entre outras coisas. É possível reconstruir uma sociedade baseada em termos não sociais universais, tais como a ecologia e os direitos individuais. Sou um grande defensor da ideia de universalização. É fundamental reconhecer e garantir valores universais como, por exemplo, a liberdade religiosa. Recriar formas de vida coletiva e privada baseadas em princípios universais. Se viver mais um ano, penso em escrever um livro com minhas ideias a respeito dessa nova sociedade possível.

Israel: Tres mil millones de razones



Donald Macintyre

The Independent

Los ministros israelíes comenzaron ayer a decidir si aceptan los generosos incentivos de los Estados Unidos, que incluyen aviones de guerra por un valor de tres mil millones de dólares, a cambio de una moratoria de 90 días en la construcción de los asentamientos. La propuesta está diseñada para recomenzar las conversaciones de paz con los palestinos. El primer ministro israelí, Benjamin Netanyahu, le presentó a su gabinete el primer bosquejo de la oferta de la Casa Blanca con la que Washington pretende restaurar el congelamiento parcial de la edificación en Cisjordania, que para el presidente palestino, Mahmud Abbas, es la condición mínima para retomar las negociaciones.

A pesar del escándalo inicial, en el que algunos de los ministros de la extrema derecha se opusieron al trato, Washington espera que Netanyahu consiga el apoyo de sus colegas para lanzar una nueva moratoria, en reemplazo de la que caducó el pasado 26 de septiembre y que detuvo las conversaciones directas entre las dos partes en conflicto. Fuentes diplomáticas dijeron que Estados Unidos estipula que se congelaría la construcción en Cisjordania que comenzó desde esa fecha. La organización Peace Now (Paz Ahora) calcula que se han construido unas 1600 viviendas desde entonces. Pero parece que las construcciones en Jerusalén Este no estarán incluidas en la nueva moratoria.

Las fuentes agregaron que el paquete de incentivos ofrecido por la Casa Blanca incluye el compromiso de no solicitar otra moratoria después de que se terminen estos 90 días y la promesa de usar su veto contra las resoluciones que adopte el Consejo de Seguridad de las Naciones Unidas y que sean contrarias a los intereses de Israel. La iniciativa estadounidense está pensada para desbaratar los intentos de persuadir al Consejo para que ratifique una declaración unilateral de un Estado palestino, el Plan B que los palestinos frecuentemente enarbolan, si las conversaciones fallan o no dan frutos.

Como parte del paquete, discutido durante siete horas por la secretaria del Departamento de Estado norteamericano, Hillary Clinton, y Netanyahu durante los últimos días de la semana pasada, la administración de Barack Obama solicitará al Congreso que apruebe la cesión de veinte aviones de combate para que Israel mantenga su capacidad estratégica. El diario The New York Times citó ayer a un funcionario, al que no identificó, y que afirmó que la entrega de los jets estará supeditada a la firma de un acuerdo de paz entre israelíes y palestinos. Pero una fuente diplomática mostró dudas acerca de esta afirmación, sugiriendo que el avión fue ofrecido por la moratoria y que estaría disponible aunque no se arribara a ese resultado.

Saeb Erekat, el jefe de los negociadores palestinos, sostuvo que los Estados Unidos aún no dieron detalles de la propuesta. “Ellos saben que nosotros tenemos una gran oposición porque no incluyeron a Jerusalén del Este”, afirmó. El premier israelí le dijo al gabinete que las precisiones no estaban dadas aún pero que serán presentadas a los quince miembros del Gabinete de Seguridad cuando tomen una decisión formal.

El paquete no incluye específicamente el sostén estadounidense a la presencia militar israelí en el Valle del Jordán, la que Netanyahu insiste que debe permanecer aún después del establecimiento de un Estado palestino, si es que eso sucede. Pero sí establece conversaciones por separado entre Israel y Estados Unidos para llegar a un nuevo pacto de seguridad, que correrá en paralelo con las negociaciones entre israelíes y palestinos. Mientras en el gobierno dijeron que las futuros límites deberán ser tratados en una nueva ronda de negociaciones, todavía se resisten a la idea de que éste sea el principal tema en los primeros encuentros.

Sin embargo, el presidente estadounidense Barack Obama manifestó su optimismo sobre las negociaciones en marcha y elogió a Netanyahu por presentar la propuesta de la Casa Blanca al gabinete. “Es un paso muy constructivo”, se esperanzó.

domingo, 14 de novembro de 2010

Chiapas: Ciudades rurales para explotar las tierras indígenas



Orsetta Bellani
Diagonal

El Gobierno realoja a indígenas de Chiapas en nuevos núcleos rurales más grandes, en teoría para mejorar su calidad de vida. Detrás se esconden intereses económicos y un plan para desarticular al Ejército zapatista.

En los últimos meses hay un gran movimiento en Santiago El Pinar. Excavadoras que arañan el suelo, camiones que van y vienen, largas hileras de obreros que apilan ladrillos a las orillas de una calle en obras, con la boca cubierta por paliacates (pañuelos) para aislarse del polvo que levantan los coches y de los vehículos del ejército, que entran y salen continuamente del campamento militar de este pueblo.

Parece extraño tanto movimiento alrededor de una pequeña comunidad indígena de los Altos de Chiapas, a una hora de San Cristóbal de Las Casas. Un grupo de casas estrechas alrededor de una iglesia y una espléndida vista sobre las verdes montañas chiapanecas, a unos 3.000 metros sobre el nivel del mar. Allí se construye una de las llamadas Ciudades Rurales Sustentables. Ya existe una Ciudad Rural en Chiapas. Está en el norte del Estado y se llama Nuevo Juan de Grijalva. La ‘vieja’ Juan de Grijalva se vio afectada en 2007 por fuertes lluvias que obligaron a los habitantes de la zona a ser “reubicados” en estos nuevos núcleos urbanos.

Pero Juan Sabines, gobernador del Estado de Chiapas, anunció la construcción de estos nuevos núcleos mucho antes de que las aguas arrastrasen las casas de muchos indígenas chiapanecos. Las Ciudades Rurales forman parte de un plan que el gobernador anunció para acabar con la pobreza y que el presidente de México, Felipe Calderón apoya porque dice que estas ciudades permitirán vivir mejor a los habitantes de la zona. “En México hay una enorme dispersión de la población. Si el Gobierno tiene que llevar un cable de luz o un tubo de agua es más fácil llevarlos para mil personas que a diez familias”, argumentó Calderón en una visita a la zona.

Sin embargo, ésta no es una iniciativa del gobernador de Chiapas. La primera Ciudad Rural del Estado méxicano obedece a un plan político y económico diseñado por el Banco Interamericano de Desarrollo y, en especial, por el Banco Mundial, plan que se enmarca en un proyecto recogido en un informe publicado hace dos años denominado Nueva geografía económica. En 2008 los presidentes de México, Colombia y otros países de Centroamérica firmaron el acuerdo comercial Plan Mesoamérica, nueva versión del Plan Puebla Panamá, cuyo fin es crear corredores comerciales e infraestructuras que conecten el sur de México con Colombia. De esta forma las transnacionales tendrán vía libre para acceder a los recursos naturales de la región y trasladarlos a EE UU.

Las Ciudades Rurales representan un paso más para llevar a cabo el proyecto de expolio ideado por las transnacionales, muchas de ellas ya instaladas en Chiapas. Las comunidades que se encuentran en esta zona representan un obstáculo para las grandes empresas mineras. Ahora, las tierras abandonadas de las comunidades que se irán a vivir en los nuevos centros estarán por fin disponibles para las multinacionales mineras. Chiapas es rico en recursos naturales, y su naturaleza virgen proporciona también grandes potenciales turísticos. Para preparar el camino, durante los últimos años se han abierto muchas carreteras de acceso a las comunidades indígenas que viven en la selva.

La construcción de las Ciudades Rurales Sustentables se ha convertido asimismo en un negocio: muchas empresas mexicanas y extranjeras participan a través de sus fundaciones en el proyecto con fines lucrativos.

Pero el programa Ciudades Rurales va más allá, es parte del Plan de Desarrollo Chiapas Solidario, que, tras la fachada asistencialista, esconde la estrategia de contrainsurgencia del Gobierno del Estado contra el Ejército Zapatista de Liberación Nacional (EZLN). La guerra de baja intensidad en Chiapas no se combate sólo entrenando a los paramilitares, sino también a través de programas de ayuda a las familias. Así se provoca la división de las comunidades, creando tensiones entre quien acepta la ayuda del Gobierno y quien, como los zapatistas, no lo hacen. El Programa Ciudades Rurales Sustentables permite controlar a las comunidades, el expolio de sus tierras y sobre todo, cambiar sus costumbres. Se destruye el modo de vida campesino-indígena y se desintegra la vida comunitaria.

Las inundaciones de 2007 fueron el pretexto que permitió al Gobierno chiapaneco recolocar a la población dentro de la primera Ciudad Rural de Nuevo Juan Grijalva. No habría sido fácil convencer a centenares de personas de dejar sus casas para ser reubicados en un lugar aséptico e impersonal, donde la única posibilidad será la de convertirse en mano de obra barata para las minas, los centros turísticos, las maquiladoras o los grandes cultivos que surgirán en las tierras abandonadas por ellos.

No está claro cuál será ahora el argumento que el Gobierno de Sabines inventará para convencer a los habitantes de las cuatro comunidades cercanas a Santiago El Pinar para que dejen sus casas. Ni siquiera se sabe por qué ha sido elegida justo esta zona para la construcción de la segunda Ciudad Rural de Chiapas.

sábado, 13 de novembro de 2010

Miguel Hernández, estética y ética o lucha política


Ramón Pedregal
Rebelión

¿El arte es fondo y forma? ¿El arte es estética y ética? Y lo que vemos es que la hegemonía del pensamiento burgués, reaccionario, ha impuesto una ética antisocial, individualista, que promueve el primitivismo animal, el egoísmo, la idea antihumanista, conservadora, sometedora, promueve la obediencia y el miedo, la corrupción de la conciencia, el entreguismo, y por tanto arruina la idea de cambio, de mejora, de descubrimiento y superación de las diferencias de clase, de género, de raza, y lo hace con una estética antigua, a veces, pero también otras de apariencia moderna.

Entonces, cuando se tiene conciencia social, cuando se sabe la verdad ¿cómo soportar la mentira cuando la mentira tiene rango de moral? Hablar de Miguel Hernández es hablar de estética y de ética, de ética, eso que no quieren decir los falsarios de Miguel. Hablar de Miguel Hernández es hablar de poesía, de compromiso con el arte, que viva en los trabajadores para cambiar el mundo, es por tanto, hablar de la lucha del Partido Comunista de España, es hablar de cultura y, por tanto, es hablar de revolución, es hablar de la República, de la Democracia, y como consecuencia es hablar de antifranquismo y de antimonarquía.

Sobre esto Pablo Neruda escribió el poema titulado “A Miguel Hernández, asesinado en los presidios de España”, y en él dice: “No estoy solo desde que has muerto. Estoy con los que te buscan. // Estoy con los que un día llegarán a vengarte. // Tu reconocerás mis pasos entre aquellos // que se despeñarán sobre el pecho de España // aplastando a Caín para que nos devuelva // los rostros enterrados. // Que sepan los que te mataron que pagarán con sangre. // Que sepan los que te dieron tormento que me verán un día. // Que sepan los malditos que hoy incluyen tu nombre // en sus libros, los Dámasos, los Gerardos, los hijos // de perra, silenciosos cómplices del verdugo, // que no será borrado tu martirio, y tu muerte // caerá sobre toda su luna de cobardes”. Así escribió Pablo Neruda de su y nuestro querido Miguel y de sus y nuestros enemigos.

La gran virtud de la obra literaria, como ha escrito Juan Eduardo Zúñiga y que aquí podemos aplicar a lo escrito por Miguel Hernández, es que “es un mensaje aclarador de conciencias que pone íntima luz en senderos subterráneos o en el gran camino real por donde avanza la cabalgata colectiva”.

Miguel Hernández no queda sujeto por los acontecimientos, no los escribe sin más, Miguel Hernández quiere que el efecto, la impresión que plasman deje ver lo oculto, las causas, la motivación, el carácter de esos hechos y a quién corresponden. Los términos empleados en su poesía, una vez engarzados, no hablan de esa generalidad a que nos dirige la burguesía que denomina “lo humano”, la escritura de Miguel Hernández nos habla de la realidad de la lucha de clases, de las responsabilidades en lo que ocurre a los trabajadores, de quiénes son los corruptores de conciencias en definitiva, de que los acontecimientos vienen con remite, y agita, y señala a los ladrones y criminales sociales, y levanta ideas que están en lucha con el enemigo de clase; permitid que lea un poema de Miguel indicador de todo lo dicho, su título es “Sonreídme”:

“Vengo muy satisfecho de librarme // de la serpiente de las múltiples cúpulas, // la serpiente escamada de casullas y cálices; su cola puso en mi boca acíbar, sus anillos verdugos // reprimieron y malaventuraron la nudosa sangre de mi corazón. // Vengo muy dolorido de aquel infierno de incensarios locos, // de aquella boba gloria: sonreídme. // Sonreídme, que voy // adonde estáis vosotros los de siempre, // los que cubrís de espigas y racimos la boca del que nos escupe, // los que conmigo en surcos, andamios, fraguas, hornos, // os arrancáis la corona del sudor a diario. // Me libré de los templos, sonreídme, donde me consumía con tristeza de lámpara // encerrado en el poco aire de los sagrarios; // salté al monte de donde procedo, // a las viñas donde halla tanta hermana mi sangre, // a vuestra compañía de relativo barro. // Agrupo mi hambre, mis penas y estas cicatrices // que llevo de tratar piedras y hachas, // a vuestras hambres, vuestras penas y vuestra herrada carne, // porque para calmar nuestra desesperación de toros castigados // habremos de agruparnos oceánicamente. // Nubes tempestuosas de herramientas // para un cielo de manos vengativas // nos es preciso. Ya relampaguean // las hachas y las hoces con su metal crispado, ya truenan los martillos y los mazos // sobre los pensamientos de los que nos han hecho // burros de carga y bueyes de labor. // Salta el capitalista de su cochino lujo, huyen los arzobispos de sus mitras obscenas, // los notarios y los registradores de la propiedad // caen aplastados bajo furiosos protocolos, // los curas se deciden a ser hombres, // y abierta ya la jaula donde actúa de león // queda el oro en la más espantosa miseria. // En vuestros puños quiero ver rayos contrayéndose, // quiero ver a la cólera tirándose de las cejas, // la cólera me nubla todas las cosas dentro del corazón // sintiendo el martillazo del hambre en el ombligo, // viendo a mi hermana helarse mientras lava la ropa, // viendo a mi madre siempre en ayuno forzoso, // viéndoos en este estado capaz de impacientar // a los mismos corderos que jamás se impacientan.// Habrá que ver la tierra estercolada // con las injustas sangres, // habrá que ver la media vuelta fiera // de la hoz ajustándose a las nucas, // habrá que verlo todo noblemente impasibles, // habrá que hacerlo todo sufriendo un poco menos de lo que ahora sufrimos bajo el hambre, // que nos hace alargar las inocentes manos animales // hacia el robo y el crimen salvadores”.

Así lo dejó escrito Miguel Hernández, al que se quiere ocultar. Nunca en la historia de la Humanidad ha habido un conjunto de ideas que haya sido capaz de reunir a más gente como las ideas que defendía Miguel Hernández, las ideas comunistas, y tampoco en la Historia de la Humanidad los representantes de la Antigüedad, del pasado sometedor de las clases trabajadoras, se han unido tanto para perseguir y aplastar a quienes portaban esas ideas libertadoras de la esclavitud humana. De ahí que cuando la Revolución Rusa triunfó y la clase obrera conoció la posibilidad de cambio social, el conjunto de los gobiernos burgueses y aristocráticos pusieron todos los medios para reprimir, contener y aplastar cualquier nuevo intento de movilización por un mundo en el que se impusiese la justicia social; y el primer lugar en el que pusieron en práctica visiblemente su propósito fue en España, tenían conciencia del peligro para su orden explotador de lo que representaba la Revolución Rusa, y abrieron una etapa en la Historia en la que combatieron a sangre y fuego las ideas que organizaban nuestras fuerzas libertadoras. Miguel Hernández es la voz prigenia, superadora de todas las batallas que nos han dado, es la voz transformadora, republicana y por tanto antimonárquica y anticapitalista.

Si hoy Miguel Hernández estuviese entre nosotros, militaría en todos los frentes en los que estamos: en el comunismo, en la Unidad Cívica por la República, en el Foro por la Memoria, en los sindicatos obreros, colaboraría con las organizaciones de mujeres, participaría con las organizaciones de movimiento social, estaría con todas las organizaciones que defienden una sociedad en la revolución. Podemos estar orgullosos de su legado.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

¿Pensiones en peligro? Que la banca pague lo que debe

Algo falla en la lógica del argumento demográfico con el que banqueros, políticos, altos funcionarios, grandes patronos y otros agoreros atentos a la voz de su amo, pronostican la quiebra de las pensiones públicas en 2040. Ante la hipótesis de un acusado envejecimiento de la población en esa fecha, el pago de pensiones sería un problema secundario frente al colapso generalizado que originaría la escasez de trabajadores jóvenes. No se podrían atender las redes viarias, los aeropuertos, los hospitales o los centros de enseñanza. Ni cubrir la plantilla de los cuerpos militares y policiales encargados del orden público y la defensa nacional. ¿Quién trabajaría en las fábricas, oficinas, comercios, medios de transporte y barcos de pesca?

Los apocalípticos profetas de la quiebra de la Seguridad Social mienten con el mayor de los descaros. Ocultando que el continuo incremento de productividad obtenido gracias al avance tecnológico permite mantener la producción y las ganancias con una cantidad menor de mano de obra. Es preciso acabar con esa perversa costumbre por la que, mientras todos los gastos del Estado se costean con los impuestos generales, las pensiones las sufraga en exclusiva el bolsillo de los trabajadores. Que pagan así, por partida doble, cotizaciones sociales e impuestos generales.

A raíz de la penúltima crisis del capitalismo, los gobiernos han movilizado ingentes cantidades de dinero del trabajador contribuyente para acudir en socorro de los banqueros en apuros. Habiendo contraído una enorme deuda con la sociedad que los ha salvado de la quiebra, los bancos deben ahora contribuir con sus ganancias a evitar la quiebra del Estado del Bienestar. La Seguridad Social no es un capricho, sino una de las conquistas con las que el movimiento obrero humanizó la sociedad para alejarla del "estado de las bestias". Algunos propugnan hoy volver a ese estado recuperando un capitalismo salvaje que despertaría violentas respuestas. Si los gobernantes y legisladores hincan la rodilla ante el poder económico, nuestro deber como ciudadanos es aprestarnos a la defensa civil de las formas solidarias de convivencia.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Terry Eagleton: A tarefa do crítico


Há cerca de quarenta anos, o mais provocativo e conceituado crítico cultural britânico, Terry Eagleton, discute e desafia o campo da teoria literária. A trajetória desse personagem célebre da intelectualidade europeia é investigada no livro A tarefa do crítico reúne um conjunto de entrevistas realizadas com Eagleton pelo professor de literatura Matthew Beaumont ao longo de nove meses, nas quais se aborda - entre outros temas - a importância do intelectual e os paradigmas nos quais se move a crítica literária.

Editado em forma de perguntas e respostas, a obra aborda não somente aspectos significativos da biografia do crítico, mas também oferece formas de compreender melhor seu pensamento e a posição de destaque ocupada por ele. As entrevistas promovem paralelos entre o pensamento de Eagleton e de importantes teóricos como Raymond Williams, seu profundo influenciador, além de Ludwig Wittgenstein, Georg Lukács, Lucien Goldmann, Louis Althusser, Walter Benjamin, Theodor Adorno, Bertolt Brecht, Jacques Lacan, Frederic Jameson e Slavoj Zizek. Figuram no debate questões pessoais, importantes eventos históricos da esquerda e um panorama de sua atual posição no cenário intelectual em campos de pesquisa como a sociologia, a semântica, a teoria cultural e a teoria marxista. Assuntos provocativos como o papel da teologia em seus trabalhos recentes também são destacados.

A tarefa do crítico, um mergulho na formação de Eagleton desde sua infância em Salford até sua ascensão ao status de celebridade intelectual, é certamente "um livro no qual os insights do crítico incorporam suas opiniões sem qualquer esforço, é uma tentativa de dramatizar tanto a qualidade dialógica do pensamento de Eagleton quanto sua importância estratégica", como descreve o entrevistador Matthew Beaumont.

¿Guerra de divisas?, por supuesto



Inmanuel Wallerstein
La Jornada

Las divisas son un problema económico muy particular. Porque las divisas son la verdadera relación donde unos ganan y otros pierden. Sean cuales sean los méritos de la revaluación o devaluación de una divisa particular, estos méritos son ganancias sólo si otros pierden. No puede todo mundo devaluar al mismo tiempo. Es imposible lógicamente y por tanto carece de sentido en lo político.

La situación mundial es bien conocida. Hemos estado viviendo en un mundo donde el dólar estadunidense ha sido la divisa mundial de reserva. Esto, por supuesto, le ha dado a Estados Unidos un privilegio que ningún otro país tiene. Puede imprimir su divisa a voluntad, siempre que piense que al hacerlo resuelve algún problema económico inmediato. Ningún otro país puede hacer esto; o más bien ningún otro país puede hacerlo sin penalización mientras el dólar se mantenga como la divisa de reserva aceptada.

Es también muy conocido que, por algún tiempo ya, el dólar ha estado perdiendo su valor en relación con otras divisas. Pese a las fluctuaciones continuas, la curva ha sido descendente tal vez durante 30 años por lo menos.

Los países del noreste de Asia –China, Corea y Japón– han emprendido políticas relativas a las divisas que otros países han criticado. De hecho éste es un asunto que es el objeto de una atención constante en los medios. Sin embargo, para ser justos, en este momento no es de ningún modo fácil establecer la política más sabia, aun desde la perspectiva egoísta de cada país.

Yo considero que el asunto subyacente es más simple que las enredadas explicaciones de la mayoría de los analistas de política. Comienzo con algunos cuantos supuestos. El estatus del dólar como divisa de reserva del sistema-mundo es la última ventaja importante con que cuenta Estados Unidos en el sistema-mundo de hoy. Es por tanto entendible que Estados Unidos hará lo que pueda para mantener esta ventaja. Para hacer eso, requiere de la voluntad de otros países (incluidos, notablemente, esos del noreste de Asia) no sólo para que usen el dólar como modo de calcular las transferencias sino como algo en lo cual invertir sus excedentes (particularmente en bonos del Tesoro estadunidense).

No obstante, la tasa de cambio del dólar ha ido deslizándose constantemente. Esto significa que tales excedentes invertidos en bonos del tesoro valen menos conforme pasa el tiempo. Llega un punto en que las ventajas de tal inversión (siendo la principal ventaja el sostener la capacidad de las empresas estadunidenses y los consumidores individuales para pagar por sus importaciones) serán menores que la pérdida del valor real de las inversiones en bonos del Tesoro. Ambas curvas se mueven en direcciones opuestas.

El problema es uno que está presente en cualquier situación de mercado. Si el valor de unas acciones está cayendo, los dueños querrán deshacerse de ellas antes de que caigan muy bajo. Pero si un accionista grande se deshace de ellas muy rápido, esto puede impeler a que otros corran a vender, lo que ocasiona pérdidas aún mayores. El juego es siempre encontrar un momento elusivo para deshacerse de las acciones, uno que no sea ni demasiado tarde ni demasiado pronto, ni demasiado lento, ni demasiado aprisa. Esto requiere un sentido perfecto del tiempo, y la busca de esta sincronía perfecta es el tipo de juicio que con frecuencia se tuerce.

Esto es lo que veo como retrato básico de lo que está ocurriendo y ocurrirá con el dólar estadunidense. No puede continuar manteniendo el grado de confianza mundial de que alguna vez gozó. Tarde o temprano, la realidad económica se le empatará. Esto puede ocurrir en una conmoción de cinco minutos o en un proceso mucho más lento. Pero cuando ocurra, la pregunta clave es ¿qué ocurrirá entonces?

No hay hoy otra divisa que tenga el equilibrio necesario para remplazar al dólar como divisa de reserva. Siendo ese el caso, cuando el dólar caiga, no habrá divisa de reserva. Estaremos en un mundo multipolar de divisas. Y un mundo multipolar de divisas es un mundo muy caótico, en el cual nadie se siente a gusto porque los constantes virajes repentinos de las tasas de cambio hacen muy precarias las mínimamente racionales predicciones económicas de corto plazo.

El director administrativo del Fondo Monetario Internacional, Dominique Strauss-Kahn, en este momento advierte públicamente que el mundo se está hundiendo en una guerra de divisas, cuyo resultado podría tener un impacto negativo y muy dañino en el más largo plazo.

Una posibilidad real es que el mundo pueda revertir, a mí me parece que ya lo está haciendo, a acuerdos de trueque de facto, una situación que no es en realidad compatible con el funcionamiento efectivo de la economía-mundo capitalista. ¡Caveat emptor!, ¡compren a su propio riesgo!

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

El legado de Kirchner para Argentina

Dana Borzese
Fundación SES

El día 27 de octubre de 2010 era un día esperado para todos los y las argentinas: se iba a desarrollar el operativo censal que cada 10 años determina cuántos somos y cómo vivimos. Sin embargo, nos sorprendió lo inesperado: la muerte. La muerte siempre es inesperada pero en este caso se trataba de la muerte de un líder político en pleno protagonismo y en plena vigencia, con apenas sesenta años y con un proyecto político en construcción.

Néstor Kirchner había asumido la conducción de la Argentina en plena crisis del 2001, con un país devastado y supo interpretar que la salida de esa situación no se lograba con el “que se vayan todos” que promulgaban amplios sectores de una sociedad dividida y desconfiada de la política. Por el contrario, Néstor Kirchner apostó a un modelo diferente al que se venía configurando desde el terrorismo de Estado llevado a cabo por la dictadura militar en el 76 y que se había terminado de consolidar en los años 90 con las políticas de corte neoliberal y con un Estado ausente.

Kirchner apostó a la recuperación de la política, a la restitución de derechos, a devolver centralidad al Estado y a disputar el poder real frente a actores y sectores como las corporaciones de medios, los militares, el capital financiero y las entidades de crédito internacional que habían contribuido a la catástrofe política y social de nuestro país. También fue un convencido de la importancia de fortalecer los lazos entre nuestros países latinoamericanos. Se estrecharon los lazos económico sociales y sobre todo políticos con Brasil y se consolidó una alianza regional como nunca antes: en los últimos meses la Unión de Naciones Suramericanas (Unasur) contribuyó a frenar un golpe de Estado en Ecuador con el respaldo de los países de la región.

El legado que deja Kirchner no es sólo el de un país distinto (gobernado y gobernable) después de sucesivas crisis sino también el de una sociedad distinta que volvió a creer en que la política es capaz de transformar y devolver justicia a sectores de la población históricamente olvidados.

Las políticas públicas impulsadas desde el 2003 en adelante se enfocaron en la distribución del ingreso, en los derechos humanos, en la inversión educativa, en el desendeudamiento, y en políticas de reconocimiento de derechos a diferentes sectores: los trabajadores y el movimiento obrero, la comunidad homosexual, los pueblos originarios, las mujeres y los jóvenes.

Y ese compromiso con un proyecto político inclusivo es el que pareció primar en los días posteriores a su muerte en las diferentes manifestaciones que se generaron espontáneamente en las distintas plazas del país y en particular en la Plaza de Mayo frente a la Casa Rosada.

Las expresiones que se sucedieron pusieron de manifiesto el apoyo a un proyecto político que comenzó a construir Néstor Kirchner y que siguió y sigue fortaleciendo su compañera y actual presidenta Cristina Fernández de Kirchner. Esto nos interpela como pueblo argentino y como latinoamericanos: construir un país y un mundo más justo necesita de la militancia de todos y todas.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Kuntanawa: memórias de um povo amazônico



Fabíola Ortiz
Ibase

Eles foram quase exterminados no início do século 20 com o avanço dos seringais no estado do Acre, na região norte do Brasil. Sua língua se extinguiu e sua cultura praticamente desapareceu. Os Kuntanawa são um povo que hoje luta pelo resgate de sua identidade e tradição. Eles se misturaram com a população cabocla local no oeste do Acre e estiveram prestes a perder seus traços indígenas.

Em 1911, durante as perseguições armadas aos povos indígenas que acompanharam a abertura e a instalação dos seringais em todo o Acre, a etnia Kuntanawa, ou inicialmente grafada ‘Kontanawa’ – o povo do côco –, contabilizava apenas cinco sobreviventes. Atualmente, soma cerca de 400. Eles não falam mais a sua língua tradicional, pertencente ao tronco linguístico Pano, falam apenas o português.

Com o desafio de reavivar a memória e reforçar os laços de identidade, diversos povos do tronco Pano se reuniram na aldeia Kuntamanã, próxima à fronteira com o Peru, no final de julho, num grande encontro de confraternização. O “Festival Cultural Indígena Corredor Pano” representou o primeiro movimento de mobilização e revitalização das tradições indígenas perdidas.

Em um momento de auto-afirmação de sua unidade em meio às diferenças étnicas, estavam todos lá: Huni Kuin, Yawanawa, Shanenawa, Shawãdawa, Jaminawa, Nukini, Marubo, Katukina e Kuntanawa. Todas essas etnias foram convidadas e protagonistas do que seria o grande encontro dos povos de língua Pano.

Segundo dados da Fundação Nacional do Índio (Funai), a população indígena do Acre é de cerca de 10 mil, e a maioria é composta por povos de língua Pano. Essa família linguística é falada por povos especialmente no noroeste do Brasil e também na Bolívia e Peru. Nesses três países, o Pano possui cerca de três dezenas de línguas faladas por aproximadamente 40 mil pessoas, sendo a maioria no Peru com cerca de 30 mil, outros 8 mil no Brasil e não mais do que mil na Bolívia.

Das línguas que compõem a família Pano, estima-se que existam 26 vivas, isto é, línguas ainda faladas. Contudo, uma porção expressiva dessas 26 se encontra em processo de extinção, correndo o risco de se juntar às outras 10 que já desapareceram.

O festival

Foram seis dias de atividades de confraternização e rodas de ‘mariri’ no terreiro – dança indígena coletiva em que todos dão os braços num ritmo binário ao som de ‘maracá’, o chocalho indígena utilizado em festas, cerimônias religiosas e guerreiras feito a partir de uma cabaça seca. Houve muita festa, brincadeiras, cantos, pescaria, trocas de presentes e rituais sagrados com o consumo de rapé e ayahuasca, o cipó da Amazônia bebido de forma ritualística pelos povos do Acre.

A diversidade não foi só entre os povos indígenas da língua Pano que compareceram com sua trupe de pajés, cada um representando a sua respectiva etnia, mas também entre os não índios, convidados brasileiros e estrangeiros, que foram conferir o festival, levar um pouco de sua cultura e aprender sobre os costumes e a vida na floresta amazônica.

Tinha gente de todo o tipo: de acreanos, paulistas, cariocas e candangos, até alemães, suíços, ingleses e representantes indígenas da Groenlândia, no Canadá. Inclusive um xamã esquimó que alimentou a diversidade étnica com o ritual da tenda do suor em pleno rio amazônico. Foram seis dias de reunião e pluralidade em que cerca de 200 pessoas vivenciaram experiências mais diversas de estar no coração da Amazônia, a maior floresta tropical do mundo e a maior concentração de água doce e biodiversidade do planeta.

Além das rodas de cantos e danças, houve também o grito de preservação da Amazônia. O maior perigo da Amazônia hoje é o desmatamento, garante Haru Xinã, o jovem líder indígena Kuntanawa que se lançou ao desafio de reanimar as tradições de seu povo. A devastação da floresta tem sido motivo de grande preocupação por parte dos Kuntanawa que vivem às margens do rio Tejo, na Reserva Extrativista (Resex) do Alto Juruá, próximo à fronteira com o Peru, situada no extremo oeste do Acre. A exploração de uma forma irresponsável dos recursos da floresta fez com que os povos Pano ali reunidos no ‘Corredor Pano’ lançassem um apelo para a recuperação da floresta.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Fuerzas marroquíes asaltan el campamento de resistencia saharaui



Agencias

Las fuerzas de seguridad marroquíes han entrado en el campamento saharaui y han tomado el control del recinto. Las noticias han llegado a El Aaiún y han soliviantado a la población y se han reproducido los incidentes que se registraron ayer, cuando, durante varias horas, se registraron enfrentamientos entre los manifestantes y los antidisturbios marroquíes. Un choque originado en un puesto de control cercano al campamento y que al parecer terminó con dos saharauis heridos y hospitalizados, según informó Ahmed.

El asalto ha comenzado a las 7 de la mañana (hora peninsular española). Primero varios helicópteros han sobrevolado el campamento pidiendo a sus ocupantes que lo desmantelaran. Luego ha avanzado la gendarmería con cañones de agua. Las mujeres y niños han empezado a huir y varias jaimas ardieron, pero no sabe por qué. A los que han huido a pie por la carretera no les han planteado problemas. Pero sí se ha producido una batalla campal en el campamento con los hombres. Vecinos de El Aaiún han intentado salir a acoger a los que estaban saliendo del campamento pero la policía se lo ha impedido y se han producido disturbios en la avenida Smara. La novedad respecto a otros incidentes es que los que han protestado protestando no son sólo jóvenes, también gente mayor y mujeres.

Esto ocurre después de que en las últimas horas los casi 3.700 simpatizantes que se dirigían en convoy desde El Aaiún al Campamento de resistencia instalado a las afueras de la ciudad lograran entrar en éste sin que durante el trayecto se registraran nuevas incidencias, informó Brahim Ahmed, representante del comité de organización del campamento.

Ayer por la noche, adolescentes saharauis erigieron barricadas y quemaron neumáticos en el centro de El Aaiún, la capital del Sáhara, justo después de que las fuerzas de seguridad marroquíes impidieran el acceso al campamento de protesta de Agadym Izik dónde 20.000 personas permanecen acampadas desde hace cuatro semanas. Las fuerzas antidisturbios marroquíes cargaron contra los manifestantes y desmantelaron las barricadas en la avenida Smara y en otros barrios de población saharaui, pero lo hicieron con mucha menos contundencia que en otras ocasiones. Tras más de una hora de enfrentamientos no practicaron detenciones, según testigos presenciales con los que ha hablado por teléfono este corresponsal.

Los miramientos de la policía marroquí se explican, probablemente, porque este lunes se reanudan en Nueva York, bajo el patrocinio de Naciones Unidas, las negociaciones sobre la antigua colonia española entre Marruecos y el Frente Polisario.

El domingo ha sido la jornada más tensa desde que se erigieron las primeras jaimas (tiendas nómadas) en las afueras de El Aaiún para reivindicar puestos de trabajo y viviendas. La suspensión de la cobertura de móviles -al caer la noche fue restablecida- y el cierre de la carretera que conduce al campamento irritaron a los saharauis que intentaban reunirse allí con sus familiares para cenar o pasar la noche. Esta situación incitó a anunciar a algunos activistas que el asalto a Agadym Izik era inminente.

Incidente en el control de acceso

En el control de acceso se produjo un confuso incidente cuando un todoterreno conducido por un saharaui intentó, aparentemente, abrirse paso a la fuerza y llegar al campamento. La Asociación Sahara Marroquí, que defiende la soberanía de Rabat sobre ese territorio, asegura que 12 policías resultaron heridos mientras que otras fuentes de El Aaiún sostienen que fueron dos saharauis los heridos.

El cierre a cal y canto del campamento por la Gendarmería y el Ejército, que lo circundan, fue lo que provocó a su vez la protesta callejera de los jóvenes en El Aaiún. "Fue una reacción espontánea", señala un miembro de una ONG local de defensa de los derechos humanos. Los adolescentes corearon algunos eslóganes a favor de la autodeterminación del pueblo saharaui.

Con motivo del 35 aniversario de la Marcha Verde, que permitió a Marruecos adueñarse del Sáhara, el rey Mohamed VI pronunció, el sábado por la noche, un discurso en el que afirmó que no admitiría "provocaciones", pero también se mostró dispuesto a tomar medidas para favorecer a la población originaria de la antigua colonia en materia social e, incluso, en lo concerniente a los derechos humanos.

La policía del aeropuerto de El Aaiún no ha permitido este domingo desembarcar al eurodiputado de Izquierda Unida Willy Meyer ni a tres periodistas canarios que llegaron en un vuelo procedente de Las Palmas y regresaron en el mismo avión. Marruecos "no quiere testigos" en el Sáhara Occidental se ha lamentado Meyer. Tres diputados autonómicos vascos y navarro tampoco pudieron este fin de semana, volar desde Casablanca a El Aaiún y fueron devueltos a Madrid.

domingo, 7 de novembro de 2010

Italia: Tormenta política por un derrumbe en Pompeya



Lucia Magi
El País

En la Antigüedad era el lugar donde los gladiadores se reunían tras la pelea, se quitaban las armaduras, se contaban las heridas, entre trofeos y taquillas. En época más moderna, eran 80 metros cuadrados de esplendor e inestimable valor artístico, con el característico rojo de sus paredes. Ahora es una montaña de escombros. "Una vergüenza para Italia", como la definió el presidente de la República, Giorgio Napolitano. La Schola Armaturarum, uno de los milenarios edificios de la antigua Pompeya, se derrumbó el sábado por la mañana, dando paso hoy a un nuevo debate sobre si el Gobierno de Italia está haciendo lo suficiente por salvaguardar este tesoro mundial.

Las lluvias de los últimos días provocaron filtraciones en los cimientos y las paredes no han aguantado el peso del techo construido durante una restauración de la posguerra. Edificado en el año 62 d.C, apenas 17 años antes de la erupción que sepultó e hibernó la urbe romana, la Escuela de los gladiadores había resistido a la furia de la naturaleza. Nada pudo con el descuido humano. Se desplomó invadiendo parte de la calle principal de la antigua ciudad, muy temprano, cuando el área todavía estaba cerrada al público.

"Quiero explicaciones inmediatas y sin hipocresías", tronó el jefe del Estado, con los ojos brillantes por la conmoción. La respuesta del ministro encargado no se hizo esperar mucho. Sandro Bondi visitó el parque arqueológico este mediodía: "Si tuviera la responsabilidad de lo que pasó, dimitiría. El derrumbe está limitado a un sólo edificio y las causas están muy claras: la culpa es de la lluvia, las filtraciones y el techo de cemento armado. Los frescos [escenas militares sobre paneles pintados de rojo] se pueden recuperar. Hay que ponerse manos a la obra", se defendió. Al rato, sin embargo, admitió que "podrían producirse otros derrumbes" y agregó que "hay mucho trabajo que hacer". "Por eso voy a dirigirme al primer ministro Berlusconi, a Napolitano y al Parlamento", declaró Bondi que en una entrevista con el diario La Repubblica admitió que el Estado tiene un problema de recursos económicos para cuidar de un área arqueológica, patrimonio de la humanidad de la Unesco, que es visitada por dos millones y medio de personas al año.

El declive de Pompeya

Hace tiempo que Italia asiste conmocionada al declive de Pompeya, causado por una mezcla de mala gestión y descuido, y que pone en peligro de extinción una de las joyas del patrimonio mundial. Las reacciones -sintetizadas en la drástica posición del presidente de la República- son unánimes y rebotan de los periódicos al mundo de la política. "La cultura hecha añicos", titula un editorial del Corriere della Sera. "Pompeya, el derrumbe de la vergüenza", dice La Stampa en su portada. "Escándalo mundial", según La Repubblica que acusa a Berlusconi de elegir a personas poco calificadas para puestos cruciales como el del ministro de la Cultura en el país más rico del mundo en bienes artísticos e históricos.

El Pardido Democrático pide que el ministro comparezca ante el Parlamento. La Italia dei Valori amplía el foco: "Los recortes llevan a daños irreparables". Más duros aún se han mostrado los militantes de Futuro y Libertad desde Perugia donde tienen su congreso: "Bondi debe dimitir porque está destrozando la cultura", explicitó Fabio Granata, fiel de Fini. El veterano Francesco Rutelli, que fue titular de Cultura del Ejecutivo de Romano Prodi y ahora líder de una formación de centro, se une al coro: "Es una herida mortal a la credibilidad de Italia". La polémica sobre la conservación de los bienes salta a la política. Como si la lenta agonía de Pompeya fuera una metáfora de la actual situación del país.

sábado, 6 de novembro de 2010

La noble igualdad



Osvaldo Bayer
Página 12

Voy a recordar siempre aquel día de julio de 2004. Llamado por teléfono; me dice una voz: “El señor presidente de la Nación, Néstor Kirchner, lo invita para mañana al Salón Blanco de la Casa de Gobierno, como homenaje por el treinta aniversario del estreno del film La Patagonia Rebelde. También se va a invitar al director del film y a los protagonistas”. Cuando colgué el tubo, sonreí y me dije: “Fantasías de la realidad, después de estar prohibida durante diez años, después de haber salido yo condenado a muerte en las listas de las Tres A de López Rega, luego ocho años de exilio sufrido por ese film y luego de que los tres primeros tomos de mi obra del mismo nombre fueran quemados por el teniente coronel Gorleri por ‘Dios, Patria y Hogar’”. Sí, después de todas esas bajezas y cobardías del poder, ahora nos hacían un homenaje nada menos que en el Salón Blanco de la Presidencia de la Nación, en la Casa Rosada. Fantasías argentinas.

Y fue así. El presidente Kirchner nos dio un abrazo a todos los “culpables” de aquel film y nos contó que él siempre había sentido como un deber reivindicar a quienes se habían atrevido a denunciar en la pantalla aquel crimen atroz cometido contra los pobres peones rurales de la Patagonia, que habían pedido sólo un poco más de dignidad y que por eso habían sido muertos por los máuseres del 10 de Caballería.

El de Kirchner fue un acto de coraje civil frente a tanta ignominia del pasado. Ya antes habíamos podido inaugurar en Santa Cruz el monumento a ese gaucho de increíble coraje llamado Facón Grande que se puso delante de las columnas obreras porque era justa su demanda y que, en el momento de ser fusilado, le gritó al teniente coronel Varela: “Así no se mata a un crioyo”. Allá está ahora su monumento donado por la Unión de Trabajadores Rurales y Estibadores. Lo mismo ocurrió con los monumentos a Albino Argüelles, en San Julián; a Ramón Outerello, en Puerto Santa Cruz, asesinados por el Ejército. Una calle de Río Gallegos se llama Antonio Soto, el gran orador de las asambleas obreras. Ya no es un secreto la increíble masacre ocurrida en esas tierras llamadas nada menos que Santa Cruz.

La otra vez que me encontré con Kirchner fue en la ESMA cuando Cristina Fernández me otorgó el Premio a los Derechos Humanos. Otra fantasía de la realidad. Nada menos que en la ESMA, el más despiadado centro de la tortura y la humillación para con los prisioneros de la Marina de Guerra argentina. Argentina. ¿Alguna vez sabremos el porqué de tanta indigna y cobarde crueldad? Que esa ESMA se convirtiera hoy en un Centro de los Derechos Humanos es la obra directa del sacrificio y el coraje de las Madres, de las Abuelas y de los organismos de derechos humanos, para cuyo clamor y lucha tuvo comprensión Néstor Kirchner. Es otro de sus títulos.

Kirchner no fue un revolucionario, pero sí el presidente que más se atrevió a proponer un verdadero Nunca Más a las dictaduras militares y sus crímenes; eliminar las vergonzosas leyes de obediencia debida y punto final (quienes en el Congreso levantaron el brazo para aprobarlas pasarán a la historia como representantes de la cobardía moral más profunda de nuestra vida republicana).

También se lo va a recordar a Kirchner porque se atrevió a terminar con la ley de medios de la dictadura militar, que fue aceptada por todos los presidentes surgidos desde el ’83 por temor a los omnipotentes medios dominadores de la comunicación. Además, Kirchner sembró otras semillas como la de devolver a la administración estatal las jubilaciones, la conformación de la Corte Suprema y otros temas que ya han sido citados en la multitud de notas de diversos comentaristas.

Reconocimiento justo. Pero no debemos quedarnos allí sino seguir empujando para lograr las bases de una verdadera democracia. Por ejemplo, hace unos días el gobernador de Misiones reconoció que 204 niños misioneros murieron últimamente por desnutrición. Y lo voy a repetir en todas mis notas, hasta el cansancio: no hay verdadera democracia en un país donde existen niños con hambre. No sólo eso, que desde ya nos debe avergonzar a todos los argentinos, sino también la existencia de villas miseria en nuestro país. No hay democracia cuando un país no es capaz de dar un techo digno por lo menos a las familias con hijos. Cuando era un niño visité con mi padre y mis hermanos las villas de desocupados que se habían levantado en Puerto Nuevo. Ocho décadas después, las veo por todas las ciudades argentinas. Pero eso sí, los countries en el Gran Buenos Aires siguen creciendo con más lujos y más agentes de seguridad privados.

Nuestro verdadero papel es seguir empujando para lograr cada vez más, más democracia; ese es el único camino a la sociedad no violenta. La actual oposición debe comprender esto y dejar el juego inexplicable de que todo está mal y que el único camino es llegar al poder sobre la base del descrédito de los actuales gobernantes. Lo constructivo finalmente se valora. El objetivo fundamental de la política es llegar a la sociedad en paz y sin violencia. Llegar por fin a lo que cantamos en nuestro Himno desde 1813: “Ved en trono a la noble Igualdad, Libertad, Libertad, Libertad”.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Estados Unidos: Medios ricos, democracia pobre



Amy Goodman

Democracy Now!

Al cierre de las elecciones de mitad de mandato en Estados Unidos, el mayor ganador aún no ha sido declarado, a saber: los grandes medios de comunicación. El mayor perdedor, mientras tanto, ha sido la democracia. Estas fueron las elecciones legislativas de mitad de mandato más caras en la historia de Estados Unidos: costaron casi cuatro mil millones de dólares, de los cuales tres mil millones se gastaron en publicidad. Me pregunto qué pasaría si el tiempo publicitario para las campañas fuera gratuito. No se oyen debates al respecto, y no se oyen porque las corporaciones que manejan los medios masivos de comunicación obtienen inmensas ganancias con los avisos publicitarios de las campañas políticas. Sin embargo, las ondas radioeléctricas que los medios utilizan para emitir sus señales son públicas.

Esto me recuerda el libro escrito en 1999 por el especialista en medios de comunicación Robert McChesney, Rich Media, Poor Democracy (Medios ricos, democracia pobre). En su libro, McChesney escribe: “Los medios tienen poco incentivo para brindar cobertura a los candidatos ya que resulta de su interés forzarlos a publicitar sus campañas.”

El grupo de investigación Wesleyan Media Project de la Universidad Wesleyan, hace un seguimiento de la publicidad política. Tras el reciente fallo de la Corte Suprema en el caso “Citizens United contra la Comisión Federal Electoral” por el cual se autoriza a las grandes corporaciones a destinar sumas ilimitadas de dinero a la campaña publicitaria de los candidatos, el proyecto hace notar que: “El tiempo de aire destinado a publicidad se ha saturado de anuncios relacionados con la Cámara de Representantes y el Senado, que ocupan hasta un 20 y un 79 por ciento respectivamente del total de tiempo de aire”.

Evan Tracey, fundador y presidente del grupo de análisis de campañas publicitarias Campaign Media Analysis Group, predijo el pasado mes de julio en declaraciones para el periódico USA Today que: “Habrá más dinero que espacio de aire que comprar.” Por su parte, John Nichols, del semanario The Nation, comentó que en los amables primeros tiempos de la publicidad política televisiva, los canales de TV nunca habrían emitido el aviso a favor de un candidato a continuación de un aviso publicitario en contra de ese candidato. Pero no están tomando en cuenta el patrimonio ligado a los grandes medios. Bienvenidos al “mundo feliz” de las campañas de miles de millones de dólares.

En el pasado, ha habido intentos de regular el uso de las ondas redioelétricas para que estén al servicio de la población durante las elecciones. En los últimos años, el intento más ambicioso fue el que se conoce como “Reforma del financiamiento de las campañas electorales de McCain-Feingold”. Durante el debate sobre esta histórica legislación, tanto demócratas como republicanos hicieron referencia al problema de las exorbitantes tasas de publicidad televisiva. El Senador por Nevada John Ensign, republicano, se lamentaba: “Las emisoras no querían ni pensar en las campañas electorales porque era el momento del año en que ganaban menos dinero debido a la baja tasa unitaria que existía durante ese período. Ahora es uno de sus momentos preferidos ya que, de hecho, es uno de los momentos del año con más amplio margen de ganancias.” Finalmente, para que el proyecto de ley fuera aprobado, se omitieron las cláusulas referentes al “tiempo público de aire”.

El fallo en el caso de Citizens United neutraliza eficazmente la Reforma del financiamiento de las campañas de McCain-Feingold. Ni imaginemos lo que se gastará en las elecciones presidenciales de 2012. El Senador por Wisconsin Russ Feingold perdió la oportunidad de ser reelegido en su disputa contra el prácticamente auto-financiado multimillonario Ron Johnson. El editorial del periódico Wall Street Journal celebró la esperada derrota de Feingold. El periódico es propiedad de la corporación News Corp. de Rupert Murdoch, que posee además la cadena de televisión Fox y que donó casi dos millones de dólares a la campaña de los republicanos.

“Las elecciones se han convertido en un bien comercial, un centro de ganancias para estas radios y canales de televisión”, me dijo el día de las elecciones Ralph Nader, defensor de los consumidores y ex candidato a presidente. Me dijo además: “Las ondas públicas, como sabemos, pertenecen al pueblo. El pueblo es el propietario y las cadenas de radio y televisión son las titulares de las licencias para usar esas ondas, digamos que son como inquilinos. Sin embargo, para obtener su habilitación anual, no pagan nada a la Comisión Federal de Comunicaciones. Así, resultaría bastante persuasivo, si tuviéramos políticas públicas que impusieran módicas condiciones para obtener la habilitación que permite a estas cadenas de radio y televisión acceder al inmensamente lucrativo control de las ondas públicas 24 horas al día, podríamos decirles que como parte del intercambio por controlar estos bienes comunes, por decirlo de alguna manera, deben destinar cierta cantidad de tiempo, tiempo gratuito, en la radio y la televisión a los candidatos electorales.”

Este tema debería ser puesto en debate en los grandes medios de comunicación, dado que en ellos obtiene información la mayoría de los estadounidense. Pero las emisoras de radio y televisión tienen un profundo conflicto de intereses. En su orden de prioridades, sus ganancias están antes que nuestro proceso democrático. Seguramente no oiremos hablar de este tema en los programas de entrevistas políticas de los domingos por la mañana.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

México: Terror e imperio



John Saxe-Fernández

La Jornada

Le pagamos a mexicanos para que maten a mexicanos y esta carnicería no afecta ni el suministro de drogas ni los precios. Éste es el meollo del programa antidrogas ocontra el crimen organizado auspiciado por Estados Unidos bajo la Iniciativa Mérida (IM) en México y Centroamérica, según Charles Bowden y Molly Molloy, en un nítido estudio sobre quién está detrás de las 25 mil muertes en México. Con una factura de 1.4 mil millones de dólares, la IM, igual que el Plan Colombia (PC) es un diseño castrense, paramilitar y mercenario, de invasión y ocupación que incluye, de manera ostensible, el control estadunidense de las políticas de seguridad del Estado-cliente sobre su jurisdicción territorial, muestra notable de las continuidades entre demócratas y republicanos.

Iniciado por Bill Clinton, el Plan Colombia se orientó, por medio del terror castrense y paramilitar: 1) al brutal desalojo de campesinos y pequeños y medianos propietarios, de vastos y fértiles territorios ricos en recursos naturales, a favor de latifundistas, agrobusiness y empresas forestales, carboníferas, mineras, petroleras; y 2) a fragilizar el Estado-nación, encargándole el trabajo sucio, bajo supervisión de Estados Unidos, acentuando su dependencia de los instrumentos de proyección y dominio: los Comandos Sur y Norte del Pentágono, la CIA-DEA y el FMI-Banco Mundial/BID. Subrogados a la Casa Blanca por medio del Departamento del Tesoro, estos últimos inducen la privatización/extranjerización de entes públicos, universidades y patrimonio nacional.

Junto a diseños de integración comercial y de inversión, tipo ALCA, Clinton y Bush II ampliaron el Plan Colombia a las naciones andinas y desde 2007, bajo la Iniciativa Mérida, a México y Centroamérica. Como es natural el clima de terror y los resultados son semejantes: el jesuita Javier Giraldo calcula que entre 1988 y 1995 más de 60 mil colombianos fueron asesinados, la mayoría a manos del ejército y de cuerpos paramilitares o escuadrones de la muerte que operan bajo dirección estatal. Al inicio de 2010 en la aldea La Macarena se descubrió una tumba colectiva, reminiscencia de la era nazi, con al menos 2 mil cadáveres que, según fuentes locales, el ejército acumuló desde 2005. Ahora, dice Giraldo, el procurador general investiga 150 mil asesinatos extrajudiciales por paramilitares, de 1980 a la fecha.

A cuatro años de que Calderón lanzara el ejército a la calle en la “guerra antinarco”, en México la estela de muerte (que a decir del encargado del Comando Norte es la guerra no-convencional apoyada por la Iniciativa Mérida, donde el enemigo está entre los civiles), es de 30 mil bajas y los crímenes de lesa humanidad van dejando su huella mortal: a mediados de 2010 se descubrió un depósito de 51 cadáveres cerca de Monterrey, mientras, a semejanza de Iraq y Afganistán, se aterroriza a toda la nación y sus morgues se abarrotan con una cauda diaria de muertos, 90 por ciento de los cuales Calderón vincula al narco, aunque, como recuerdan Bowden y Molloy, según el procurador general de la República, en informe confidencial al Senado, sólo 5 por ciento han sido investigados, así que nadie sabe “quiénes están siendo ejecutados, quién los está matando y por qué se asesina a la gente”. Se ostenta una fuerza destructora que intimida y aterroriza, lanzando a la población el mensaje del Estado fallido: no hay Estado que los proteja y los matan con impunidad, mientras Estados Unidos realiza la ocupación territorial.

Con bases en Colombia, con presencia militar en puertos, fondeaderos y aguas territoriales de Costa Rica, previo endoso del gobierno de Chinchilla (quien logró lo que Calderón no pudo al inicio de su sexenio al tratar de abrogar la Ley de Neutralidad). En México el Partido del Trabajo advirtió que se estarían financiando escuadrones de la muerte al tiempo que el presidente de Afganistán dejó saber que Estados Unidos financia empresas de seguridad tipo mafia, que matan civiles y realizan otros actos de desestabilización.