quarta-feira, 21 de setembro de 2016

El decrecimiento como alternativa para superar la crisis ambiental

Álvaro Lopez
Decrecimiento

Una persona en Estados Unidos consume 4 veces más energía que un argentino y 265 veces más que un nigeriano. Si tenemos en cuenta la cantidad de CO2 generada por cada estadounidense, ésta supera en 3,7 veces la producción de un argentino y 34 veces la de un nigeriano. Finalmente, y como medida de consumo, el PBI per cápita de un estadounidense es 4,37 veces mayor al de un argentino y 427 veces mayor al de un nigeriano. Esta breve comparación es indicativa de la gran desigualdad en el mundo, no solo referida a los aspectos económicos, sino también a los impactos ambientales de los distintos países.

En este periodo histórico la humanidad o parte de ella comienza a tener conciencia de la finitud del planeta y que es imposible lograr un nivel de consumo o de igualdad en todos los habitantes al mismo nivel que los estadounidenses/europeos, como así también es injusto que los países “desarrollados” despilfarren los recursos naturales recibiendo el resto solo las migajas de su progreso.

En este planeta finito los recursos naturales tienen un límite, y la acción antrópica desde la revolución industrial en adelante ha llevado a superar dichos límites de sustentabilidad de la tierra, lo cual se observa en la actualidad con ejemplos marcados en la reducción de biodiversidad, calentamiento global, contaminación del aire, contaminación del agua, grandes inestabilidades climáticas (acentuadas por el mal uso de los recursos naturales) que derivan en sequías, inundaciones, tornados, avances de plagas y enfermedades, reducción de la producción agrícola, etc.

La respuesta política a estos problemas (según podemos observar en los acuerdos alcanzados en la COP21) se centra en la adaptación al cambio climático –adaptarnos a que el clima nos destruya y aguantar–, en la mitigación (disminuir la cantidad de gases del efecto invernadero) y en una serie de medidas que involucran aportes financieros para estos fines y otras políticas.

En general estos acuerdos son vulnerables a las políticas económicas definidas en el interior de cada uno de los países, son compromisos futuros que implican acciones que indirectamente dependen de su factibilidad económica, más en un mundo donde prima lo global, lo financiero, el consumo y el crecimiento económico.

Pero debemos estar atentos a la alerta que nos marca el planeta, los efectos del cambio climático son tangibles, es hora de cambiar el rumbo. Una de las alternativas para este fin es la teoría del decrecimiento de Serge Latouche. Ésta se plantea como un slogan para generar impacto, refiriendo a que la humanidad debe cambiar sus hábitos, dejar de ser un mundo donde se vale por lo que se consume, donde todo el resto de los valores son precarios (el amor, el trabajo, el ser humano). Serge Latouche plantea que “hay que sobrevivir al desarrollo, descolonizarse del imaginario económico y empezar a construir una sociedad alternativa”. Esta sociedad alternativa tiene que ser tomada como base política para los gobernantes del mundo, para que empiecen a pensar en otro modelo de desarrollo, dejando de lado el modelo capitalista que se sustenta mediante el “hiperdesarrollo”, la “hiperproducción” y el “hiperconsumo”, degradando y destruyendo tanto la biodiversidad como los recursos naturales, aportando de manera creciente a la emisión de gases del efecto invernadero.

Este nuevo modelo debe tomar la forma de una economía de decrecimiento, implicando no solo una mayor concientización ecológica sino también un cambio en las formas de vivir, consumir y producir. Una nueva manera de organizarnos socialmente y económicamente.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

O Brasil não merece

Kjeld Jakobsen
Teoria e Debate

Há um debate acadêmico corrente sobre se os diplomatas são servidores de Estado ou de governo. Os diplomatas que defendem a primeira opção, particularmente aqueles que criticam a política externa brasileira levada adiante pelo governo Lula e Dilma, o fazem argumentando que trata-se de uma política de Estado e não de governos ou de partidos. Além disso, a política brasileira representaria um “consenso” construído ao longo de décadas de atuação do Itamaraty. Dessa forma, a burocracia do Ministério das Relações Exteriores também se insularia da incidência do próprio governo e de grupos de interesse da sociedade civil sobre a política externa, podendo se dedicar à evolução de sua própria carreira profissional.

O contraponto a essa visão é reconhecer a política externa como uma política pública, embora com algumas características diferentes das demais por administrar relações internacionais e tratados com caráter duradouro ou permanente. Porém, como dizia o ex-ministro de Relações Exteriores, embaixador Celso Amorim, para servir ao Estado é necessário servir ao governo, e as circunstâncias que o governo enfrenta podem se alterar afetando a política. Além disso, um consenso cada vez maior entre os especialistas em relações internacionais é a crescente transnacionalização das relações internacionais e o fato de o Estado ter deixado de ser o ator unitário delas há muito tempo, compartilhando essa responsabilidade com outras esferas de governo, organizações sociais, empresários, sindicatos, entre outros.

Contudo, o atual ministro golpista das Relações Exteriores do Brasil, senador José Serra, simplesmente atropelou esse debate e submeteu a burocracia do Itamaraty não apenas a serviço de sua visão de política externa e à de seu partido, mas também à sua campanha para a Presidência da República em 2018.

No que tange ao primeiro aspecto, ele resolveu se relacionar prioritariamente com os partidos políticos de direita na América Latina, mesmo em detrimento de governos legítimos como os da Venezuela, Bolívia e outros, inclusive hostilizando-os como tem feito constantemente com o governo Maduro. Dessa forma estabeleceu alianças prioritárias com os governos Cartes do Paraguai e Macri da Argentina, além de ofender o governo do Uruguai ao tentar cooptá-lo por meio da oferta de participação em negociações comerciais internacionais. Serra já registra em seu currículo a provocação de desavenças com a Organização para a Cooperação do Desenvolvimento Econômico (OCDE), Organização dos Estados Americanos (OEA), Venezuela, Equador, Bolívia e Uruguai. Durante os governos Lula e Dilma sempre houve relações respeitosas com todos os países, mesmo quando não havia afinidades ideológicas, como era o caso do governo Uribe da Colômbia, com quem o presidente Lula se encontrou diversas vezes para discutir tema de interesse das duas nações.

O próximo passo de Serra será impor ao Itamaraty, gostem os diplomatas ou não, a adesão do Brasil aos acordos econômicos de nova geração como TPP e Tisa, além de promover a entrega do nosso petróleo às empresas multinacionais, pois é delas que ele espera o apoio à sua campanha para presidente da República em 2018, além da vocação entreguista de seu partido e de sua coalizão política. Seria engraçado, se não fosse trágico, que seu partido gosta do desenvolvimento do capitalismo, mas não no Brasil!

A submissão do Itamaraty a seus planos eleitorais começou pela portaria que orientou todas as repartições diplomáticas a defenderem o golpe de Estado que tirou a presidenta Dilma do governo sob a alegação de que a Constituição foi cumprida. De fato, o rito foi seguido, o único detalhe é que não havia crime que o justificasse. Durante a Conferência Anual da Organização Internacional do Trabalho (OIT) deste ano, um jovem diplomata da Missão de Genebra passou, porque quis, pelo constrangimento de ser interrompido ao defender o golpe pelo presidente de uma das Comissões de Trabalho, sendo alertado que não se tratava da pauta da discussão, além de gerar ruidosa indignação na delegação dos trabalhadores.

Pouco depois, o ex-ministro de Relações Exteriores da presidenta Dilma, embaixador Luiz Alberto Figueiredo, que servia à Embaixada do Brasil nos Estados Unidos, tentou usar o mesmo argumento contra a denúncia do golpe por quarenta parlamentares americanos. Apesar de sua atitude cordata, foi transferido para a embaixada em Portugal, para dar lugar ao tucano Sérgio Amaral. Portugal é um país que tem muita afinidade cultural com o Brasil, mas é para onde frequentemente são nomeados embaixadores sem vínculo com a diplomacia, como o ex-chefe do SNI do governo Médici, general Carlos Alberto da Fontoura nos anos 1970, ou mais recentemente políticos como José Aparecido de Oliveira e Paes de Andrade.

O aparelhamento do Itamaraty para os fins políticos de Serra ficou ainda mais evidente na medida em que ele deslocou dois assessores, que não têm qualquer relação com política externa, de seu gabinete no Senado para o ministério. Um deles é um egresso da Polícia Militar de São Paulo, Hideo Augusto Dendini, envolvido com o Massacre do Carandiru em 1992, e o outro, Luiz Paulo Alves Araújo, investigado na operação Satiagraha. Para completar o quadro de “tutti buona gente” que cerca o chanceler golpista, ele concedeu passaporte diplomático para um pastor da Assembleia de Deus e sua esposa, sendo este investigado pela Lava Jato como suspeito de intermediar propina para o ex-presidente da Câmara de Deputados Eduardo Cunha. Realmente, ninguém merece!

domingo, 11 de setembro de 2016

Con Allende en la memoria...

















Palacio de La Moneda, Santiago de Chile, 11/09/1973

Seguramente esta es la última oportunidad en que me pueda dirigir a ustedes. La Fuerza Aérea ha bombardeado las torres de Radio Portales y Radio Corporación. Mis palabras no tienen amargura, sino decepción, y serán ellas el castigo moral para los que han traicionado el juramento que hicieron los soldados de Chile, comandantes en jefe titulares, el almirante Merino que se ha auto designado, más el señor Mendoza, general rastrero... que sólo ayer manifestara su fidelidad y lealtad al gobierno, también se ha nominado director general de Carabineros.

Ante estos hechos, sólo me cabe decirle a los trabajadores: ¡Yo no voy a renunciar! Colocado en un tránsito histórico, pagaré con mi vida la lealtad del pueblo. Y les digo que tengo la certeza de que la semilla que entregáramos a la conciencia digna de miles y miles de chilenos, no podrá ser segada definitivamente. Tienen la fuerza, podrán avasallarnos, pero no se detienen los procesos sociales ni con el crimen... ni con la fuerza.

La historia es nuestra y la hacen los pueblos. Trabajadores de mi patria: Quiero agradecerles la lealtad que siempre tuvieron, la confianza que depositaron en un hombre que sólo fue intérprete de grandes anhelos de justicia, que empeñó su palabra en que respetaría la Constitución y la ley y así lo hizo. En este momento definitivo, el último en que yo pueda dirigirme a ustedes, quiero que aprovechen la lección. El capital foráneo, el imperialismo, unido a la reacción, creó el clima para que las Fuerzas Armadas rompieran su tradición, la que les enseñara Schneider y que reafirmara el comandante Araya, víctimas del mismo sector social que hoy estará en sus casas, esperando con mano ajena reconquistar el poder para seguir defendiendo sus granjerías y sus privilegios.

Me dirijo sobre todo, a la modesta mujer de nuestra tierra, a la campesina que creyó en nosotros; a la obrera que trabajó más, a la madre que supo de nuestra preocupación por los niños. Me dirijo a los profesionales de la patria, a los profesionales patriotas, a los que hace días estuvieron trabajando contra la sedición auspiciada por los Colegios profesionales, colegios de clase para defender también las ventajas que una sociedad capitalista da a unos pocos. Me dirijo a la juventud, a aquellos que cantaron, entregaron su alegría y su espíritu de lucha. Me dirijo al hombre de Chile, al obrero, al campesino, al intelectual, a aquellos que serán perseguidos... porque en nuestro país el fascismo ya estuvo hace muchas horas presente en los atentados terroristas, volando los puentes, cortando la línea férrea, destruyendo los oleoductos y los gasoductos, frente al silencio de los que tenían la obligación de proceder: estaban comprometidos. La historia los juzgará.

Seguramente Radio Magallanes será acallada y el metal tranquilo de mi voz no llegará a ustedes. No importa, lo seguirán oyendo. Siempre estaré junto a ustedes. Por lo menos, mi recuerdo será el de un hombre digno que fue leal a la lealtad de los trabajadores. El pueblo debe defenderse, pero no sacrificarse. El pueblo no debe dejarse arrasar ni acribillar, pero tampoco puede humillarse.

Trabajadores de mi patria: Tengo fe en Chile y su destino. Superarán otros hombres este momento gris y amargo, donde la traición, pretende imponerse. Sigan ustedes, sabiendo, que mucho más temprano que tarde, de nuevo, abrirán las grandes alamedas por donde pase el hombre libre, para construir una sociedad mejor. ¡Viva Chile! ¡Viva el pueblo! ¡Vivan los trabajadores! Estas son mis últimas palabras y tengo la certeza, de que mi sacrificio no será en vano. Tengo la certeza de que, por lo menos, habrá una lección moral que castigará la felonía, la cobardía y la traición.

sábado, 3 de setembro de 2016

Brasil: Uma tragédia e um escândalo

Editorial
The Guardian

Uma oposição desacreditada irá tomar o poder de um desacreditado PT. É difícil imaginar uma paisagem mais pessimista para o Brasil.

Desde quando Stefan Zweig, escrevendo em 1941, descreveu o Brasil como “terra do futuro”, o país tem falhado em alcançar a promessa que seu tamanho, seus recursos e sua distância das guerras e problemas que afligem outras partes do mundo oferece. Houve momentos em que essa promessa pareceu próxima de se realizar, mas tais esperanças foram de novo destruídas. O mais recente momento veio com a ascensão ao poder do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2003. Lula e seu Partido dos Trabalhadores, trouxeram novas ideias, nova energia e um novo estilo para a política brasileira desfigurada pela corrupção, clientelismo, e procrastinação persistente em face dos problemas que enfrentava a nação.

O PT era um partido real, com uma base massiva ao redor do país, uma ideologia coerente, um senso moral aparentemente forte – características que outras formações políticas não possuíam em sua maioria. As políticas sociais de Lula trouxeram a ele e ao PT imensa popularidade, reeleição para um segundo mandato, e ajuda para sua sucessora, Dilma Rousseff, nas vitórias em 2010 e 2014. Desde então, a história se construiu cada vez mais obscura até chegar a uma triste fase baixa quando no domingo 24 de abril a Câmara dos Deputados votou pelo impeachment da presidente. E poderia ficar pior, porque o impeachment, longe de ajudar a resolver a polarização política e social do Brasil, exacerbou ambas.

A parede de aço erguida ao longo da Esplanada, uma faixa de parque no centro de Brasília, para prevenir que os manifestantes pró e contra Dilma se confrontem fisicamente durante a votação do impeachment, foi um símbolo do crescimento da polarização. O historiador, José Murilo de Carvalho, disse recentemente que a radicalização e a intolerância no país alcançaram um ponto muito perigoso.

Como as coisas acabaram tão mal? A resposta variada pode ser encontrada na mudança econômica global, na personalidade da presidente, na conformidade do PT com um sistema corrupto de financiamento partidário, no escândalo que explodiu expondo o sistema, e na relação disfuncional do executivo e dos legisladores do país. A economia caiu em declínio quando os preços das commodities, que são as principais exportações do Brasil, caíram bruscamente. O crescimento desacelerou, e depois parou, e depois se reverteu; o emprego fraquejou; os preços subiram e as provisões sociais que Lula introduziu se tornaram mais difíceis de financiar. O próprio PT, uma vez o partido menos corrupto do país, escolheu resolver seus problemas financeiros mergulhando em um duto de dinheiro desviado da Petrobras, a companhia de petróleo estatal. Seus aliados da coalizão, e outros partidos, também participaram.

Finalmente, a constituição brasileira, que casa uma presidente eleita popularmente com uma lista aberta de votação para os membros do Congresso, é uma receita para o conflito. Um líder teoricamente poderoso é, como conseqüência, confrontado por uma gama de partidos que ele ou ela devem cortejar com empregos, ministérios e compromissos políticos se uma coalizão de apoio ao presidente for formada no Congresso. O resultado pode ser um executivo que perdeu metade de seu espaço de manobra antes mesmo de ter começado a tentar mandar. Lula era um mestre em gerenciar essas contradições. A presidente Rousseff, inconsistente, não possuía tais habilidades.

Quando o Promotor-Geral e a polícia federal começaram a investigar o caso da Petrobras, e o juíz federal Sergio Moro então o conduziu, eles previram os danos que essas revelações causariam? Provavelmente não: a intenção parece ter sido a de purificar a política brasileira, tomando como precedente a investigação “mãos limpas” da Itália nos anos 1990.

Mas o resultado paradoxal é o oposto. A própria presidente não foi implicada no escândalo da Petrobras. As bases para seu impeachment são as de que ela manipulou fundos estatais antes da última eleição - nada mais que um delito para os padrões brasileiros. Mas quase todos envolvidos em seu impeachment são suspeitos de corrupção, incluindo Eduardo Cunha, o presidente [agora afastado] da Câmara dos Deputados.

Agora, muitos temem que a campanha anti-corrupção irá se esvair, a parte de uma concentração final de ataques a Lula. Michel Temer, o ex vice-presidente irá encarar os mesmos problemas que derrotaram Dilma Rousseff, e suas chances de lidar com eles efetivamente devem ser taxadas como baixas. Uma oposição desacreditada irá tomar o poder de um desacreditado PT. É difícil imaginar uma paisagem mais pessimista para o Brasil.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Brasil: “Se viene un período de movilizaciones y repudio popular al nuevo gobierno”

Meritxell Freixas
El Ciudadano

Tras el “golpe” perpetrado por los sectores derechistas del país contra la expresidenta de Brasil, Dilma Rousseff, a quien inhabilitaron de su cargo por 61 votos a favor y 20 en contra, es momento de analizar cómo queda el contexto político brasileño.

El presidente interino, Michel Temer, consolida su gobierno, que liderará hasta el próximo 2018. ¿Qué medidas prentende impulsar Temer? ¿Cómo lo recibirá la sociedad brasileña? ¿Qué futuro le espera al PT y a sus líderes a partir de ahora?

El Ciudadano conversó con el doctor en Ciencias Sociales y profesor de Ciencia Política de la Facultad de Derecho de la Universidad Estácio de Sá (Brasil), Fernando de la Cuadra, poner un poco más de luz a todas estas cuestiones.

¿Qué es lo que se viene para el país con la consolidación del gobierno de Temer, que a su vez pone fin a 13 años de liderazgo del PT?

Pienso que fundamentalmente se vienen dos escenarios. El primero es que las reformas que hasta ahora venían siendo anunciadas en sordina o tímidamente, van a adquirir fuerza. Es decir, ahora que fue ratificado el alejamiento definitivo de la presidenta, el hasta ahora interino Michel Temer prepara con su equipo ministerial las medidas que aplicará hasta el final de su mandato. La mayoría de ellas marcada por el principio de austeridad, como los cambios propuestos en el sistema previsional o los recortes que se aplicarán a las políticas sociales. Junto con ello el gobierno instalado deberá lanzar otros programas visiblemente impopulares, como la eliminación del Programa Nacional de Alfabetización, la disminución sustantiva de recursos para la educación media y universitaria (especialmente de becas para la enseñanza superior), la reducción del programa Más Médicos (fin de la contratación de médicos cubanos) o el recorte de recursos para la Reforma Agraria y las acciones de apoyo a la agricultura familiar. Lo anterior es una consecuencia inevitable del hecho de tener actualmente un presidente que no fue electo y que, por lo tanto, no propuso ninguna agenda para ser aprobada por los ciudadanos.

Un segundo escenario que se avecina son las próximas elecciones que se realizarán en octubre de 2018. Comienza, en definitiva, la lucha política partidaria por darle continuidad y proyección a este mandato regresivo y un tanto desdibujado de Michel Temer o, por el contrario, revertir la derrota actual por un nuevo proyecto que sea capaz de aglutinar a las fuerzas progresistas en torno al liderazgo del PT que continua siendo, para bien o para mal, el principal partido de izquierda.

¿Ha sido suficiente la respuesta del PT para enfrentar el juicio político o podría haber movilizado más a sus bases para plantarse frente a Temer?

Considero que el PT no podía hacer más de lo que hizo. Resistir al proceso de impeachment en dos frentes, uno en el campo de la política parlamentaria y del debate jurídico y otro en las calles. Los militantes del PT y otros grupos contra la destitución salieron efectivamente a las calles, muchos fueron reprimidos y la prensa tampoco lo destacó demasiado, aprovechando que la mayor parte de los focos y los micrófonos estaban volcados para cubrir los Juegos Olímpicos.

Michel Temer no cuenta con mucho apoyo popular. ¿Cómo logrará sumar apoyos que validen sus políticas?

Una posibilidad para no perder el apoyo popular es que el gobierno intente mantener o más bien “reconfigurar” al menos cinco de los programas considerados emblemáticos y exitosos de las administraciones “petistas”, tales como Bolsa Familia, Minha Casa Minha Vida, Ciencia sin Fronteras, Programa Nacional de Acceso a la Enseñanza Técnica y el Empleo (Pronatec) y la Transposición del rio San Francisco.

Se sabe también que el gobierno está pensando en lanzar otros programas sociales como el denominado “Criança feliz” (Niño(a) feliz) que prevé el acompañamiento de niños y niñas de hasta 3 años cuyos padres son beneficiarios del Bolsa Familia. Además, los actuales administradores se encuentran elaborando otros proyectos para diversos grupos y sectores sociales. Por ejemplo, existe un estudio para crear pequeñas empresas incubadoras de innovación para jóvenes en asociación con empresas de mayor porte. Esto sería parte de un paquete para atender las demandas de sectores específicos.

¿Qué impresión tiene el pueblo brasileño de lo ocurrido? ¿Se puede decir que hay división social a favor y en contra del “golpe”?

Sin duda, el pueblo brasileño se encuentra dividido, aunque un porcentaje nada despreciable de la población piensa que esta es una batalla de la clase política y que no se puede hacer mucho para cambiar el curso de los acontecimientos. Eso se puede resumir en la frase típica que formulan muchas personas en la calle, de que no importa lo que sucede en Brasilia porque “igual hay que seguir trabajando”. De todas formas, considero que se viene un periodo de movilizaciones y repudio popular al nuevo gobierno de los grupos y personas más conscientes de la sociedad.

¿Qué posibilidades tiene el PT de recuperar el Gobierno en 2019 y con quién, considerando la pérdida de apoyo de Lula en los últimos meses?

Una respuesta a esta cuestión se encuentra condicionada a la capacidad que tenga el PT de reelaborar su proyecto para el país, incluso recuperando los principios que se encuentran en sus estatutos fundacionales. Si Lula será el candidato para las próximas elecciones depende de las condiciones en que el ex presidente va a salir de los procesos que se ventilan en su contra: si es declarado inocente o si es sentenciado y declarado reo, con pena de cárcel incluida. Es realmente un escenario difícil de predecir y también es difícil saber actualmente cómo el PT se va a posicionar frente a una eventual condenación y prisión del ex presidente Lula. Ello puede representar un final de ciclo del llamado “lulopetismo” como proyecto estratégico neodesarrollista de largo plazo para Brasil.

¿Cómo afectará este “golpe” al resto de los países de la región?

Viene a sumarse a una constelación de retrocesos que ha experimentado la izquierda y los sectores progresistas en América Latina. Ciertamente, los países más afectados están siendo -y serán todavía más- aquellos como Venezuela, Bolivia o Ecuador, que mantenían excelentes relaciones con los gobiernos del PT. Argentina, Colombia, Paraguay, Perú y México podrán hasta a estrechar aún más los vínculos con el gobierno Temer. Pienso que Chile y Uruguay se mantendrán en una posición más expectante y de observación del papel que asumirá Brasil dentro del contexto regional.

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

La impudicia de los enemigos de la democracia

Fernando de la Cuadra
ALAI

Por dos veces vi de cerca la muerte: cuando fui torturada por días seguidos, sometida a vejaciones que nos hacen dudar de la humanidad y del propio sentido de la vida;
Y cuando una enfermedad grave y dolorosa podría haber abreviado mi existencia.
Hoy sólo temo la muerte de la democracia…
Dilma Rousseff

Después de un largo, complejo y traumático proceso de nueve meses, finalmente fue consumado el golpe parlamentario contra la presidenta Dilma Rousseff. Ella se encuentra destituida definitivamente, pero probablemente por razones de “mala conciencia” fue rechazada la inhabilitación para ejercer cualquier cargo público por un periodo de ocho años. Los extenuantes y acalorados debates de los últimos días sólo dejan transparentar que independientemente de la razón, el ardor y la pasión con que eran pronunciados los discursos de cada senador, la decisión de los “honorables” ya estaba tomada.

Quienes eran a favor de la acusación de que la Jefa de Estado había cometido un crimen de responsabilidad contemplado en el ordenamiento jurídico, solamente reforzaron su posición de siempre, no encontrando en la defensa de la presidenta ningún argumento que les permitiera cambiar de opinión. Y aquellos que estaban en contra del proceso, reforzaron aún más la convicción de que la mandataria no cometió ningún delito, pues simplemente utilizó las herramientas administrativas que otorgaba la propia Constitución y las normativas de la política presupuestaria del país. Los decretos de recursos suplementarios y las llamadas “pedaladas” fiscales no representarían en hipótesis alguna una trasgresión susceptible de ser sancionada con la cesación en el cargo de la gobernante.

Pero esta constatación en realidad no explica nada, porque parece apuntar una obviedad que esconde precisamente el embrollo más problemático de la cuestión: la génesis del Golpe. Todos los indicios existentes permiten sostener que este golpe venía siendo urdido desde el mismo día en que Dilma Rousseff venció las elecciones de 2014. Faltaba encontrar la brecha que permitiera dar un barniz “jurídico” a la acusación constitucional. Otras tentativas habían fracasado, como por ejemplo, la pretensión de impugnar el resultado de las elecciones que daban como victoriosa a la candidata del Partido de los Trabajadores o la instauración de un proceso en el Tribunal Superior Electoral (TSE) para rechazar las cuentas de la campaña electoral de 2014.

Al final de cuentas es evidente que el juicio es político. La presidenta Dilma podrá haber cometido muchos errores durante su mandato, pero ninguno que justifique su destitución por medio de un recurso tan dudoso como este proceso impulsado y sentenciado por los parlamentarios. Son ellos quienes ciertamente serán juzgados por la historia y por la comunidad internacional, por el desprecio demostrado en la defensa de los valores y las reglas del juego democrático, que en una de sus cláusulas pétreas señala que aquellos partidos o conglomerados que son derrotados en una contienda electoral deberán esperar otra oportunidad en las próximas elecciones.

Ahora que se encuentra confirmado el alejamiento definitivo de la presidenta, el hasta ahora interino Michel Temer prepara con su equipo ministerial las medidas que aplicará hasta el final de su mandato. La mayoría de dichas medidas son orientadas por el principio de austeridad, como los cambios propuestos en el sistema previsional o los cortes que se aplicarán a las políticas sociales. La idea es “reconfigurar” hacia abajo por los menos cinco de los programas considerados emblemáticos de las administraciones petistas, tales como Bolsa Familia, Minha Casa Minha Vida, Ciencia sin Fronteras, Programa Nacional de Acceso a la Enseñanza Técnica y el Empleo (Pronatec) y la Transposición del Rio San Francisco.

Junto con ello el gobierno instalado deberá lanzar otros programas visiblemente impopulares, como la eliminación del Programa Nacional de Alfabetización, la disminución sustantiva de recursos para la educación media y universitaria (especialmente de becas para la enseñanza superior), la reducción del programas Más Médicos (fin de la contratación de médicos cubanos) o el recorte de recursos para la Reforma Agraria y las acciones de apoyo a la agricultura familiar. Lo anterior es una consecuencia inevitable del hecho de tener actualmente un presidente que no fue electo y que, por lo tanto, no propuso ninguna agenda para ser aprobada por los ciudadanos.

En este momento trágico para la historia del país en que la democracia ha sido herida de muerte, solo cabe esperar que los brasileños resistirán ante la displicencia mostrada por el congreso para proteger las conquistas y avances democráticos mantenidos con mucho esfuerzo a lo largo de las tres últimas décadas de vida republicana.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

La izquierda en el siglo XXI

Marc Saxer
Nueva Sociedad

En los primeros años del siglo XXI, los progresistas se encuentran ante la tarea de crear un nuevo proyecto emancipador desde las ruinas de utopías fracasadas.

Aproximadamente una década después de la crisis financiera, el capitalismo es sacudido por nuevas crisis existenciales. En vista de desafíos tales como el cambio climático o el neofascismo, el «fin de la historia» (Francis Fukuyama) parece haber sido declarado demasiado tempranamente. Por otra parte, la «sorprendente supervivencia del neoliberalismo» (Colin Crouch) sugiere que el capitalismo no fracasará por sus contradicciones internas. Las bienintencionadas biohuertas urbanas y manufacturas hipster seguramente no son una respuesta a la altura de las megacrisis globales. En los primeros años del siglo XXI, los progresistas se hallan más bien ante la tarea de crear un nuevo proyecto emancipador desde las ruinas de utopías fracasadas.

Para poder hacer un debate sobre estrategias, en primer lugar se tiene que tener claro con qué se cuenta. Este es el trabajo que encara Razmig Keucheyan en Hemisferio izquierda. Un mapa de los nuevos pensamientos críticos (editado en 2013 por Editorial Siglo XXI de España), haciendo una elegante síntesis. Sin caer en la jerga común del género, este sociólogo de la Sorbona guía hábilmente al lector por un arduo territorio teórico. Con la vista puesta claramente en la praxis política, revisa qué tiene para aportar la generación más joven de pensadores críticos a los actuales debates de la izquierda sobre estrategias.

Para un mejor ordenamiento de estos debates, Keucheyan describe en la primera parte la genealogía de la teoría crítica. Quien en Alemania habla de la «teoría crítica» suele pensar en la generación de fundadores de la Escuela de Fráncfort. Sin embargo, fuera de Alemania, este concepto se usa como un término que engloba todos los enfoques críticos del sistema en las humanidades, las ciencias sociales, las ciencias económicas y la lingüística. Keucheyan data lógicamente su origen en Karl Marx. Para la clasificación se vale de un eje espacial y un eje temporal. El centro de gravedad geográfico de los cultores de la Teoría Crítica se desplazó de Europa Central y Europa del Este a Europa Occidental, y se globalizó finalmente con un nuevo centro de gravedad en los Estados Unidos.

El desplazamiento de los contextos tiene sus consecuencias en el punto de vista: si el interés de los europeos del Este seguía estando claramente en la lucha de clases del proletariado, la mirada de los europeos occidentales se amplió a las condiciones de dominio dentro de la sociedad en su conjunto, los teóricos poscoloniales exponían la ceguera eurocéntrica para los subalternos del Sur Global, y los pensadores estadounidenses ponían el foco en las luchas por identidad y reconocimiento antes desvalorizadas en tanto eran consideradas «frentes secundarios». Las clasificación temporal parte de la tesis de que las energías no satisfechas de las revoluciones fracasadas se subliman en una búsqueda teórica de sentido. Keucheyan recuerda cómo las fantasías revolucionarias no satisfechas de 1870, 1918, 1968 y 1989 se expresaron en una ola de renovaciones teóricas que analizaron los motivos de los fracasos y prepararon el terreno para la reorientación de las lucha emancipadoras. Simultáneamente critica el creciente distanciamiento entre el movimiento obrero y sus intelectuales.

Mientras que el marxismo posterior a 1918 se fosilizó en las prohibiciones al pensamiento dictadas por la ortodoxia partidaria, muchos intelectuales se refugiaron en la producción de conocimiento abstracto sin relación directa con las cuestiones prácticas de las luchas emancipadoras. Contrarrestar este distanciamiento justamente criticado entre práctica y teoría es sin dudas la verdadera motivación del libro. Es grato ver en esta síntesis que Keucheyan no se limita a los «sospechosos de siempre». Sin embargo queda la sensación de que también los teóricos presentados como la «generación más joven» han envejecido. Lo que falta son pensadores que afronten los desafíos de la sociedad digital.

Las Teorías Críticas son subdivididas por Keucheyan en aquellas que analizan el sistema capitalista y aquellas que se preguntan por el sujeto histórico, o sea, los actores de las luchas emancipadoras. En el ámbito de las teorías de sistemas se ha logrado superar la estrechez de miras del marxismo en materia de economía. Aun cuando algunas teorías posestructuralistas se pasen de la raya y pierdan por completo de vista la base material, hay que preferir los análisis que parten del mutuo condicionamiento de base y superestructura a un crudo determinismo material. Es también agradable el rechazo a la teología histórica, o sea, la creencia de que hay fuerzas inherentes a la historia que harían fracasar al capitalismo «naturalmente» por sus contradicciones inherentes. Ya Antonio Gramsci y Carl Schmitt recordaban la afirmación de Marx, de que el cambio solo podía ser el resultado de luchas político-sociales. En resumen, las Teorías Críticas de Sistemas han expuesto con total claridad los errores y puntos débiles del marxismo ortodoxo y, con ello, han mejorado claramente la capacidad de análisis de las condiciones para las luchas emancipadoras.

No obstante ello, los teóricos no se ponen de acuerdo sobre la cuestión de si es posible la transformación del sistema capitalista bajo estas condiciones. Keucheyan hace aquí una diferenciación entre los pesimistas, que ya no creen que se logre superar el capitalismo (por ej., Jean Baudrilliard), y los optimistas, que consideran que la victoria es solo una cuestión de tiempo (por ej., Antonio Negri). Es significativo aquí que ni los pesimistas ni los optimistas prestan demasiada atención a la cuestión de las estrategias.

Con análogo desorden se da el debate en torno al sujeto histórico. Hasta después de la posguerra, los marxistas occidentales seguían sosteniendo que el proletariado era el sujeto histórico, si bien ponían a su lado al intelectual marxista para limpiar su conciencia de clase de las tentaciones de la cultura pop (Theodor Adorno) o de las desviaciones del estalinismo (Louis Althusser). Con la decadencia del proletariado industrial se planteaba definitivamente la pregunta de quién sería el heredero del proletariado como sujeto histórico. Los intentos de pasar la antorcha al precariado (por ejemplo, los obreros masificados y sin educación del operaísmo italiano o los sans papiers de los maoístas franceses) resultaron ser estériles. Con el desplazamiento de las luchas del conflicto entre capital y trabajo hacia los movimientos de liberación de minorías oprimidas aparecieron en primera plana nuevos sujetos que se distinguían no tanto por tener condiciones socioeconómicas en común («clase») sino por tener «identidades» culturales en común.

Las concepciones más recientes se han despedido por completo de la idea de que el sujeto se tiene que formar en un lugar predeterminado de la sociedad, sino que más bien se cristaliza espontáneamente en torno a un «suceso»: una revolución, un movimiento de liberación. Este sujeto sin clase parece por un lado más apropiado para declarar las «revoluciones de colores». La espontánea reunión de gente de todos los estratos sociales que protesta parece indicar que aquí se está manifestando un sujeto novedoso.

Por otra parte, hay que preguntarse, tras el fracaso de las revoluciones de colores, si sus fallidas estrategias no se basaban en una teoría errónea del sujeto. ¿La negativa de los movimientos antiglobalización y de ocupantes a consensuar un programa común no retrotrae al concepto de «multitude» de Antonio Negri? ¿Y no insiste Negri en que la diversidad de condiciones e identidades es un valor en sí, por lo que no deben ser reducidas por ningún motivo a un denominador común? Los críticos ven en esta obstinación en un movimiento sin organización ni líderes la causa de su fracaso. Es por eso que algunos postleninistas como Slavoj Zizek intentan construir una nueva plataforma para un nuevo proyecto progresista a partir de las ruinas de los movimientos emancipatorios desde el comunismo hasta el cristianismo. Desde el punto de vista de los prácticos, son preferibles estos intentos de reconstrucción al tan expandido escapismo, o sea, el escapar o esquivar bajo un sistema capitalista entendido como imbatible. Sin embargo se recomienda ser cauto frente a la reactivación de la teleología materialista. La creencia en el milagro de que hay un sujeto que irrumpe desde la nada podría revelarse como un mesiánico Esperando a Godot.

Como resultado, las respectivas visiones confirman la sospecha de una distancia entre teoría y práctica. Mientras en el campo de las Teorías Sistémicas el enriquecimiento de los modelos marxistas originales con saberes del psicoanálisis, de la lingüística, de la sociología y de la antropología, ha hecho aportes decisivos al mejoramiento de la capacidad de análisis, las teorías del sujeto actúan cada vez más de forma esotérica y desorientadora. Ambas tienen consecuencias directas para el uso práctico del constructo teórico. Es por ello que el punto más sólido de Keucheyan es su crítica a la escasa capacidad, e incluso a la falta de voluntad de trazar una estrategia. Si los teóricos críticos se siguen manifestando sobre las posibilidades de las luchas políticas, entonces sus concepciones estratégicas han fracasado en la práctica. Con razón Keucheyan exige a los teóricos que salgan de sus torres de marfil y regresen a la tradición de los intelectuales de los movimientos marxistas. Por el contrario, para todo movimiento progresista es indispensable plantearse nuevamente su lugar en los debates sobre sujeto y estrategia.

Desde el punto de vista de la democracia social, el mapa de Keucheyan es un paso importante en la reapropiación de la olvidada herencia propia. Aquí no se trata en absoluto solo de la historización del cortafuegos artificial entre democracia social y socialismo revolucionario que se instaló durante la Guerra Fría. Si se mira al futuro, resulta más bien indispensable quitarse las anteojeras teóricas.

Un movimiento progresista para el siglo XXI no puede permitirse negar la herencia marxista ni puede perderse en las peleas por frentes primarios o secundarios. En medio de las crisis existenciales, es hora ya de que se unan las distintas tribus. Resulta significativo que sea nuevamente la Escuela de Fráncfort, ahora en la tercera generación, la que marque el camino: Nancy Fraser y Axel Honneth abogan por reunir en un proyecto progresista orgánico las luchas por justicia distributiva y justo reconocimiento.